20118/07

O SEM Dúvida está de volta

por Rafael Damasceno

Depois de uma edição especial sobre Google Analytics no primeiro semestre, finalmente estamos anunciando a versão 2011 do SEM Dúvida. As datas oficiais dos 2 dias do curso são 20 e 27 de agosto (totalizando 16 horas de aulas).

Para quem não conhece, o SEM Dúvida é um curso de SEO e Links Patrocinados ministrado por mim, Alberto André (da Seleto), Filipe Reis (da Inovate) e André Carneiro (da The Agency). A ideia do curso ministrado por profissionais da área é de focar o conteúdo na prática, nos desafios do dia a dia de quem trabalha direta ou indiretamente com Marketing de Busca.

Em 2011, estamos adicionando novos temas e atualizando todo o material. Também estamos preparando algumas novidades bem legais na dinâmica do curso. Além disso, todos os alunos terão direito a 1 mês de acesso na área de assinantes dos nossos parceiros da Mestre SEO, material do curso em PDF, certificação, Internet WiFi, 4 coffee breaks e possíveis surpresas “extras”.

Todas as informações sobre o curso, com tópicos abordados, local, preço e tudo mais estão no site oficial do SEM Dúvida.

Está se perguntando se o curso realmente vale a pena? Não confie na minha palavra. Confira a opinião dos alunos das edições anteriores.

Só não fique marcando bobeira. No momento que estou escrevendo este post, pelo menos metade das vagas já estão ocupadas. E não temos previsão de quando será a eventual próxima edição. Então não venha reclamar depois, ok? ;)


Categorias: Links patrocinados, SEO

201128/04

Métricas na Web 2.0

por Rafael Damasceno

Nesta quinta-feira, estive presente no segundo SADEBR, evento sobre marketing digital em São Paulo organizado pela CADSOFT para instituições de ensino superior de todo o Brasil.

Fui convidado a palestrar sobre o tema “Métricas na Web 2.0″. A apresentação ficou muito grande e acabei tendo que passar muito rápido por alguns temas no final. Então, se você não conseguiu acompanhar tudo ou não foi ao evento, aproveite a apresentação logo abaixo. Qualquer dúvida ou feedback, use a área de comentários à vontade!


Categorias: Métricas

20119/03

SEM Dúvida Especial – Google Analytics

por Rafael Damasceno

Eu sei que o Marketing Contextual anda merecendo atualizações mais frequentes. Mas motivos para justificar essa falta de novos posts não me faltam. E hoje venho apresentar um desses motivos: o novo SEM Dúvida.

Depois de 2 edições do curso de SEO e Links Patrocinados em 2010, ouvimos várias vezes alunos pedirem mais informações sobre Web Analytics. E eles tinham toda a razão. Afinal, não dá mais para trabalhar com marketing digital sem saber como mensurar e avaliar esforços na internet.

Considerando tudo isso, decidimos fazer uma edição especial do SEM Dúvida, 100% voltada para a ferramenta que domina o mercado de Web Analytics de forma cada vez mais absoluta: o Google Analytics. Faremos um curso que vai se preocupar em ensinar tanto a parte técnica da ferramenta, que envolve diversas “pegadinhas”, quanto a parte estratégica de Web Analytics. Queremos que os alunos sejam capazes de executar todas as tarefas que o trabalho de métricas na internet exige: instalação de ferramenta, definição de estratégias, criação de relatórios eficientes e muito mais.

E estamos levando a sério o fato desta ser uma edição especial do SEM Dúvida. Como novo professor do curso, iremos contar com Diógenes Passos, um dos profissionais mais respeitados na área de Web Analytics em todo o Brasil. Diógenes trabalha na área de métricas da Globo.com, no Rio de Janeiro e virá a Belo Horizonte especialmente para ministrar o SEM Dúvida comigo e com o Alberto André.

Aos interessados, o curso será neste dia 9 de Abril, sábado. Todas as informações podem ser encontradas em www.cursodesem.com.br.


Categorias: Métricas

20115/01

O Que Vai Acontecer Com Search em 2011?

por Rafael Damasceno

Virada de ano é sempre tempo de previsões. Aqui no blog, não fugiremos da tradição e vamos tentar adivinhar os rumos que o mercado de Search vai tomar em 2011. Mas vamos fazer isso de um jeito diferente.

Nos últimos dias, conversei com algumas das grandes figuras do Search nacional para saber o que cada um deles esperava para 2011. Este post tenta condensar a opinião de cada pessoa com quem conversei, juntar aos meus palpites e transformar tudo em uma visão única e abrangente sobre o que nos aguarda no ano que está começando.

Obviamente, ainda não existe ninguém com o poder sobrenatural de enxergar o futuro. As “previsões” que você verá aqui são baseadas em sinais percebidos por cada pessoa no dia a dia de trabalho. São tendências que podem tanto se tornar realidade, como não passar de uma grande furada. Mas essa é a graça da coisa. Então vamos lá.

A Brincadeira Ficou Séria

Essa é fácil de acertar. Depois de um crescimento muito forte nos últimos anos, parece que o Marketing de Busca finalmente estabeleceu uma base forte aqui no Brasil. E a expectativa de muitos profissionais é de que 2011 seja o ano em que esse mercado seja encarado com a mesma seriedade de qualquer área tradicional do marketing.

Para o colega Rafael Rez Oliveira, da Lógica Digital “as empresas (das maiores às menores) passaram a entender que seus negócios passam pelo papel, pelo telefone, pelo velho fax e agora também pela internet”. Fábio Ricotta, da Mestre SEO, acredita que o a época das empresas descobrirem o potencial e as possibilidades nos sites de busca passou. Já estamos em um momento de investimento real em Search.

Quem Vai Entrar no Jogo

A lenda Alexandre Kavinski, o CEO da I-Cherry, apresentou algumas previsões que dão ideia do nível de seriedade com que Search passará a ser tratado no Brasil. Para ele, assim como vamos ver a demanda aumentando, como acontece na maioria dos mercados, também veremos a oferta do serviço de Search crescendo da seguinte forma:

  • As grandes agências irão criar suas próprias áreas de Search. Aliás, esse é um movimento que já começamos a ver em 2010. Na medida em que clientes enxergam a importância desse mercado, não resta outra opção às agências tradicionais. Elas precisam se preparar para atender tal demanda. E como destacou Kavinski, essa criação de equipes internas nas grandes agências vai fazer com que Search se torne uma demanda padrão em todos os projetos de internet, o que ajudará muito na evolução do mercado nacional.
  • Como reflexo da criação de equipes internas nas agências tradicionais, também veremos algumas das novas agências de Search sendo adquiridas por esses grandes grupos
  • Profissionais estrangeiros migrarão para o Brasil. A previsão de Kavinski é que eles venham para abrir empresas próprias no Brasil, para trabalhar diretamente no cliente ou para desenvolver as áreas de Search nas agências tradicionais. Na medida em que o nosso mercado se amadurece e a própria economia nacional cresce (sem esquecer da valorização do Real), a atratividade do Brasil aumenta. Um prato cheio para investimentos estrangeiros.

Mas ao mesmo tempo em que teremos estrangeiros chegando, Kavinski também acredita que o SEO Global (trabalho com marcas multinacionais) será um grande filão para as empresas brasileiras. E, mais do que isso, 2011 será para o Brasil um ano de preparação para que, em 2012, entre de maneira mais influente no cenário mundial de SEO.

Local, Local, Local…

Essa quase ninguém deixou passar. Se em 2010 nós vimos as buscas locais se tornarem muito mais importantes do que eram (ou por acaso seus resultados de busca no começo do ano passado já vinham assim?), a tendência é que em 2011 esse crescimento continue.

Jason Hall, consultor ex-Shopzilla, acredita que o mercado de buscas locais será tema de uma dura batalha entre grandes sites. Google, Facebook e sites mais especializados como Tripadvisor. Enfim. Todos querem dominar essa área crescente. Então esperem por grandes inovações neste aspecto. Do meu ponto de vista, terá uma grande vantagem competitiva o primeiro player que conseguir tratar bem o problema chamado SPAM. Infelizmente, considerando o Google como exemplo, ainda podemos perceber um algoritmo relativamente primitivo, onde é fácil conseguir grande visibilidade com técnicas básicas de spam, o que desencoraja muitos usuários de darem mais valor a resultados locais.

De qualquer forma, Rafael Oliveira e Alexandre e Kavinski compartilham da visão de que Local Search se tornará cada vez mais comum e importante. Alberto André, da Seleto, acredita que a solução para tratar melhor o spam e exibir resultados locais mais relevantes, passará pela incorporação de fatores sociais ao algoritmo de classificação. E por falar em social…

O Ano Social e Mudanças no Algoritmo

Essa tendência é irreversível. Já falei aqui sobre a crescente integração entre Search e Mídias Sociais. E parece ser um consenso entre os profissionais com quem conversei.

Rafael Oliveira acredita que os tão falados “sinais sociais” serão incorporados aos algoritmos de busca, se tornando fatores mais importantes do que muitos já tradicionais.

E nesse assunto de mudanças no algoritmo, a expectativa de Alexandre Kavinski é de que muitas fortes estão por vir. Entre elas, desvalorização constante das palavras nas URLs e subdomínios. Ele também acredita que sistemas de busca farão uma separação maior entre buscas comerciais e não-comerciais, forçando e-commerces a investir em conteúdo para conseguir boa visibilidade. Por fim, ele concorda com uma consideração de Rand Fishkin, que imagina que em 2011 sistemas de busca admitirão oficialmente que consideram dados como CTR e volumes de visita em seus algoritmos orgânicos.

E o Display?

Já se foi o tempo em que o trabalho do profissional de Search se resumia a SEO e links patrocinados no Google. Hoje, boa parte das campanhas de Search são acompanhadas por investimentos em mídia display, nos grandes canais de segmentação contextual, com a Rede de Display do Google.

E para 2011 prepare-se para ouvir falar muito em Display. Filipe Reis, da Plan B, acredita que veremos um crescimento “fora da curva” nesse mercado. Tudo isso com base na adesão cada vez maior dos anunciantes a essa modalidade da publicidade e da forte disputa pelos chamados espaços Premium, como diárias de Masthead no Youtube, Logout e faixas horárias no Orkut.

O Mercado de Trabalho

E como vai ficar o mercado de Search, em termos práticos, para o número cada vez maior de profissionais (e futuros profissionais) da área? Melhora, piora ou não muda nada?

Como acabamos de ver, 2011 tende a ser o ano da maturidade no Search brasileiro. Com isso, pode-se esperar que:

  • Profissionais mais experientes sejam mais valorizados. Na medida em que aumentam as exigências das empresas, mais riscos são envolvidos e mais importante é o sucesso das estratégias de Search. E a melhor maneira de trabalhar com isso é envolvendo profissionais experientes.
  • Mesmo com o aumento da demanda, vai ficar um pouco mais complicado se estabelecer no mercado de Search. Exageros à parte, há pouco tempo atrás, qualquer pessoa que soubesse ligar um PC era sério candidato a conseguir vagas em boas equipes de Search do país. Agora, com o mercado mais maduro, as exigências vão aumentar. Somado a isso, já começamos a ver nos grandes centros (como São Paulo) um considerável aumento na oferta de profissionais qualificados. Nesse cenário podemos ver crescer a importância de cursos de qualificação na área, para profissionais em busca de uma boa posição no mercado.

Considerações Finais

Esse post jamais existiria sem a imensa gentileza e consideração de todos os profissionais com quem conversei. Então, acima de tudo, muito obrigado a todos vocês. Espero que esse conteúdo seja de grande ajuda para o mercado do qual todos nós fazemos parte.

Convidei antes do post, via twitter, a todos que quisessem colaborar. Mas se você não viu ou não teve tempo de enviar suas opiniões sobre 2011, por favor, use os comentários.

Por fim, seria impossível para um simples mortal como eu condensar em um único texto todo o conteúdo passado pelos grandes profissionais com quem conversei. E como muitos deles me enviaram suas considerações por e-mail, vou disponibilizar, logo abaixo, a íntegra de todos esses e-mails. Recomendo demais a leitura. Valor inestimável.

Alexandre Kavinski – I-Cherry

Regionalização fará toda a diferença em 2011, os resultados de busca se tornarão mais e mais regionalizados. Com isso se tornará cada vez mais necessário produzir conteúdos regionalizados e mirar outros formatos de resultados de busca.

Eu espero grandes mudanças nos algoritmos dos buscadores, especialmente do Google, minha aposta é que vão começar a segmentar melhor o que é resultado com fim comercial e o que é conteúdo, portanto sites de varejo e afins terão que investir mais em conteúdo relevante se quiserem prevalecer. Acredito também numa relevância cada vez menor para texto das URLs e subdomínio.

Embora não seja grande fã do SEOMoz, corroboro com a previsão numero 1 deles, tbm acho que vai acontecer.

No Brasil vamos começar a dar muito mais atenção para os resultados do Bing, que deve investir pesado no país em 2011.

Os SEOs brasileiros vão finalmente perceber que as ferramentas estrangeiras de análise de links e afins não funcionam tão bem quanto parece para o Brasil. O que será muito positivo ja que as ferramentas precisarão evoluir mais no que diz respeito aos resultados locais para crescer.

Global SEO (que cuida de ações para sites e marcas com presença em diversos países) vai se tornar um grande filão de SEO e isso vai gerar muitas oportunidades para SEOs brasileiros ajudando a profissionalizar ainda mais o mercado.

Grandes agências tradicionais vão desenvolver áreas próprias de SEO e isso vai ser bom, pq vai ajudar a fomentar o mercado consumidor (cliente) e tornar SEO um item essencial de qualquer projeto web. Este processo também vai levar a novas aquisições de agências de search no Brasil (essa é fácil de acertar).

Veremos a migração de alguns profissionais estrangeiros para o mercado brasileiro em três frentes: abrindo empresas próprias de SEO no Brasil, vindo para oportunidades para trabalhar diretamente no cliente, vindo para desenvolver a área de SEO de agências tradicionais.

Será um grande ano para SEO no Brasil, veremos novos profissionais despontando no mercado e teremos um amadurecimento ainda maior que o de 2010, que ja foi fantástico. Acredito que isto será a base para em 2012 o Brasil entrar de maneira mais influente no cenário de SEO global.

Alberto André – Seleto

O mercado de Search em 2010 foi palco de grandes mudanças, Google Caffeine, Google Instant, Real Time, Mayday Update, Mudança da Exibição do Local Search, Influências das Redes Sociais nos resultados e etc. Acredito que em 2011 teremos muitas outras e algumas com impacto maior do que as que ocorreram em 2010.

Eu aposto minhas fichas em um grande crescimento da Geolocalização unido ao Social. Acredito que o Google possa vir a usar os dados de aplicativos de Geolocalização como Foursquare e Gowalla unidos aos dados compartilhados nas redes sociais sobre esses locais. Assim, esses locais passariam a ser mais valorizados pelo Google e passariam a ter um peso maior no rankeamento. Para a inclusão desses fatores poderiam ser considerados dados como comentários e/ou resenhas nas Places Pages.

Além disso, acredito muito no crescimento do mobile unido a isso tudo. Vejo uma grande oportunidade a frente para poder exibir anúncios somente para uma pequena localidade em mobile. Seria uma segmentação por local mais avançada e assim atingiria um público muito mais direto e com mais chance de sucesso.

Fábio Ricotta – Mestre SEO

Creio que 2011 será o ano do aperfeiçoamento da área de search no Brasil. O que vi muito em 2010 e até mesmo no ano de 2009 foi um momento de conhecimento da área, de testes, de descobertas de como as ferramentas podem ser utilizadas no marketing digital da empresa.

Entendo que 2011 será o ano para as empresas notarem mais que os mecanismos de busca direcionam diversos visitantes que CONVERTEM (isso mesmo, em letras maiúsculas) e podem obter ainda mais visitantes realizando trabalhos básicos ou pelo menos ajustando os problemas que o website possui.

Por fim, entendo que as empresas precisarão dosar os esforços em mecanismos de busca (busca orgânica e links patrocinados); em mídias sociais, para entender melhor o que o seu usuário quer; e por fim, gerenciar bem o próprio website e olhar os usuários que já gostam da sua marca.

Filipe Reis – Plan B

Vou quebrar o protocolo e não falar de Search, mas de um ‘mercado irmão’ que como sempre anda junto e compartilha conversões com PPC, vale o registro. Particularmente o movimento que eu vejo é que enquanto alguns mercados digitais como de games, aplicações sociais e o próprio search devem manter seu crescimento consistente já observado em anos anteriores, o tradicional mercado de Display (os famosos banners) dá sinais de crescimento fora da curva para 2011. Quando um grande player como o Google lança uma campanha massiva para divulgar suas possibilidades específicas dessa modalidade de publicidade, é de se prever uma movimentação e adesão natural do mercado. E de cara eles avisam no mote da campanha: “O mercado de Display é grande. Ele será enorme”.

Se conseguirem com Display cifras semelhantes ao que conseguiu com Search em relativo tão pouco tempo, teremos um Google cada vez mais forte. Do ponto de vista técnico e de mídia, toda essa movimentação soa com um tom positivo uma vez que mais opções e inovações surgirão, trazendo novas possibilidades de conversões. Em contra-partida, como já acontece com links patrocinados, podemos ficar a mercê de apenas um grande player, com um monopólio visto poucas vezes em grandes mercados.

Ao que tudo indica e vendo o grande volume de espaços display ‘Premium’ vendidos pelo Google nos últimos tempos (diárias de Masthead no Youtube, Logout e faixas horárias no Orkut) além da crescente adesão da antiga Rede de Conteúdo (hoje Rede de Display) pelo anunciantes do AdWords, o crescimento da empresa no Brasil deve passar dos 3 dígitos em 2011 (foi de 85% em 2010 em relação ao ano anterior). Como gosto de falar, não vai ser agora que os odiadores do velho banner vão se ver livres da sua presença. É acompanhar pra ver.

Rafael R. Oliveira – Lógica Digital

2011 eu acho que é o último ano da consolidação e do social search:

Em 2009 e 2010 o mercado todo entendeu que a internet não é mais promessa, que ela é realidade faz algum tempo. A mídia passou a tratar a internet como uma mídia de igual para igual, não mais como um antro de aficionados por computadores. As empresas (das maiores às menores) passaram a entender que seus negócios passam pelo papel, pelo telefone, pelo velho fax e agora também pela internet. Com isso a competição continuará a crescer exponencialmente e os 10 resultados nas SERP’s ficarão cada dia mais difíceis de conquistar.

O Google tem mostrado uma tendência forte em privilegiar resultados cada vez mais diversos com: múltiplos resultados por domínio, integração com o Local Search e resultados de Mídias Sociais com muita força nos resultados. Em 2011 a Mídia Social como um todo vai começar a se sobrepor aos resultados de busca tradicionais, fazendo que os sinais sociais sejam cada vez mais relevantes. Veremos mais força sendo transmitida por usuários fortes em Mídias Sociais (usuários com muitos views, muitos seguidores, muitos comentários, muitos links, Authority maior) e os círculos sociais serão muito explorados pelos buscadores. A questão do link ser follow ou nofollow será superada pela questão do buzz, quanto mais buzz um assunto gerar, mais força terá nos resultados. Sinto que a conversação terá cada vez mais força nas SERP’s!


Categorias: Mercado, Search Marketing

20113/01

Ferramenta de Segmentação Contextual – Novas possibilidades no AdWords

por Filipe Reis

Alguns já devem ter notado recentemente que uma nova opção está disponível dentro da guia Oportunidades do Google AdWords. Se trata da Ferramenta de Segmentação Contextual, ainda em fase Beta.

Disponível apenas em algumas contas, a ferramenta pode ser considerada uma mistura aprimorada das já conhecidas ferramenta de palavras-chave e ferramenta de canais, também acessíveis na guia Oportunidades.

Ferramenta de Segmentação Contextual - Disponível na aba Oportunidades do Google AdWords

O grande diferencial frente às demais ferramentas é a possibilidade de visualizar sugestões de agrupamentos de palavras-chave, como se fosse um ‘criador de adgroups’.

Além de fornecer boas ideias de palavras-chave que talvez não foram consideradas no momento de planejamento/configuração da campanha, a ferramenta é muito útil em dar indícios de como o Google entende e agrupa um tema a partir de palavras que você pretende utilizar. E é aí que a ferramente tem seu maior benefício.

As possibilidades na Rede de Display

Ao contrário do que acontece na Rede de Pesquisa, para a Rede de Display (antiga Rede de Conteúdo) o Google não considera individualmente cada palavra utilizada em um grupo para ativar um anúncio. Para exibir os anúncios, o algoritmo lê todas as palavras de um grupo de anúncios, identifica um tema comum entre elas e sai em busca de sites da rede de parceiros de conteúdo – AdSense – que estejam exibindo matérias, posts e informações relacionados ao tema. Por isso a importância de não se utilizar muitas palavras em cada grupo de anúncio da Rede de Display, justamente para não “confundir” a leitura contextual que o Google faz, o que causaria exibição de anúncios em sites fora de contexto.

A partir do momento que a ferramenta de segmentação contextual mostra sugestões de Grupos de Anúncios, ela está na verdade indicando quais palavras-chave estão co-relacionadas no entendimento do algorítimo do Google. E, ainda mais, ela permite que os temas sejam expandidos para sub-temas, apresentando novas palavras-chave e relações, semelhante ao que acontece com a Wonder Wheel.

Após qualquer pesquisa baseada em palavras-chave, a ferramenta já exibe todos os grupos de anúncios possíveis que ela identificou para o tema. Mas, ao clicar em um Grupo de Anúncio sugerido, a ferramenta apresenta uma lista de sites participantes da Rede de Display que tenham alguma relavância ao tema. Um complemento muito útil à já conhecida ferramenta de canais.

O benefício das negativações

Outra grande vantagem da utilização da ferramenta é a possibilidade de fornecer insights valiosos sobre o que negativar em uma campanha de Display. De início ela mostra através das sugestões de adgroups, várias e várias palavras-chave, das quais muitas você pode achar interessantes não para seu uso como termos de campanha, mas sim de termos que serão negativados em suas campanhas.

O mesmo se dá com os canais. Através das sugestões mostradas pela ferramenta você pode sem esforço escolher em quais sites não quer que seu anúncio seja exibido e que provavelmente seriam utilizados caso você não os negativasse.

Com essas opções em mãos, torna-se muito mais prático e rápido construir grandes campanhas para a Rede de Display. As estruturas criadas na Ferramenta de Segmentação Contextual podem ser facilmente exportadas para o AdWords Editor, o que faz toda a diferença em um processo de setup.

Mas, ATENÇÃO: Vale lembrar que os lances (bids) sugeridos para cada grupo de anúncios também são automaticamente exportados para o AdWords Editor junto da estrutura criada. O que, convenhamos, pode ser um enorme perigo uma vez que as sugestões de lances do Google não raro são muito maiores do que a realidade praticada no dia-a-dia dos mercados.

As possibilidades na Rede de Display são muitas e quem a utiliza já vem colhendo boas conversões em conjunto com estratégias de Rede de Pesquisa. A nova ferramenta se apresenta como uma boa opção para facilitar ainda mais a entrada de novos anunciantes na Rede, utilizando anúncios gráficos (banners) ou simplesmente anúncios de texto.

Se você já utiliza a Ferramenta de Segmentação Contextual em suas campanhas, deixe suas impressões nos comentários!


Categorias: Links patrocinados

201027/10

O SEO Cada Vez Mais Social

por Rafael Damasceno

O assunto não é tão novo. Já há algum tempo, muito se imagina sobre possíveis frutos de uma integração entre Redes Sociais e sites de busca. Já em meados de 2009 eu me lembro de fazer apresentações sobre o tema.

Mas a verdade é que tudo ainda estava muito inserido no campo da especulação. Da mesma forma que nos últimos anos sempre ouvíamos a afirmação “ano que vem é o ano do mobile!”, passamos a ouvir também muita gente chamando atenção para a explosão da “Busca Social” em um futuro próximo.

A Hora Chegou?

Se não chegou, está chegando. Pelo menos é o que os últimos acontecimentos no mercado de Search tem dado a entender.

No último dia 13, Microsoft e Facebook anunciaram uma parceria inédita para utilizar dados do Facebook nos resultados de busca do Bing. E já podemos ver hoje o primeiro resultado dessa parceria:

Pesquisa no Bing com integração com Facebook

Ao pesquisar por um assunto que tenha conteúdo “curtido” (o famoso botão “Like” do Facebook) por algum de seus amigos na rede social, você verá uma área separada indicando esse conteúdo no resultado da pesquisa. Sem dúvida, é uma adição interessante ao Bing. Mas, atualmente, ela é ativada em um número muito pequeno de pesquisas e apenas arranha o potencial da parceria com o Facebook. Acredito que podemos esperar integrações mais complexas e abrangentes surgindo em um futuro próximo no Bing.

E diante desse cenário, o rei das buscas não poderia ficar parado, certo? Pois o Google está sim muito ativo em suas inovações na área de Social Search.

Já há algum tempo, redes como o Twitter vem ganhando destaque no buscador, com a popularização e aperfeiçoamento do recurso de resultados em tempo real. E, na última semana, reagindo ao anúncio da parceria Microsoft/Facebook, o Google inseriu em seus resultados a funcionalidade “shared by”, que mostra quantas pessoas compartilharam nas redes sociais uma determinada notícia.

Mais uma vez, são ferramentas interessantes. Mas que apenas dão uma amostra do verdadeiro potencial da integração entre sistemas de busca e Redes Sociais. A “corrida do ouro” da Busca Social está apenas começando. Ainda vamos ver muitos testes e evoluções por parte dos principais mecanismos de busca do mercado, afim de tornar útil e prática toda a enorme montanha de informação existente nas Redes Sociais.

Não Há Caminho de Volta

A “revolução” da Web 2.0 veio para ficar. Aliás, ela veio para nos lembrar qual é realmente a essência da internet: relacionamento e colaboração entre pessoas. Por isso as Redes Sociais formam um fenômeno definitivo.

E os sites de busca não podem ignorar a riqueza das informações que podem ser encontradas nessas Redes. A verdadeira “relevância” só será alcançada por um sistema de busca no momento em que ele entender (e souber usar) as relações sociais de cada um de seus usuários.

Portanto, profissionais de SEM estão avisados: o trabalho de Social Media já está fortemente relacionado ao trabalho de Marketing de Busca. Não se faz mais um trabalho completo de SEO ignorando as Redes Sociais. E daqui para a frente, essa relação vai se estreitar mais e mais. Você está preparado?


Categorias: SEO

201026/09

SEO + PPC + Display (ou, ‘Quando 1+1+1=5!’)

por Filipe Reis

Se você esteve presente no segundo dia do Uai SEO, provavelmente já percebeu que este artigo é uma continuação da palestra: “SEO e Links Patrocinados: 1+1 = 3”, apresentada pelo Rafael Damasceno.

Se você não pôde estar presente, os slides estão logo aqui:

A ideia aqui é simples: Se um trabalho de Search completo e bem executado combinando SEO e Links Patrocinados consegue resultados muito mais expressivos do que uma estratégia utilizada sozinha, quando adicionamos mídia display (banners) como o terceiro pilar, temos na mão um combo matador.

Mas, antes de prosseguirmos com o assunto, vou pedir a você leitor do blog um pequeno favor: Se você é um profissional que tem conceitos (e pré-conceitos) bem definidos sobre o velho amigo banner, deixe-os de lado pelo menos até a última linha deste post.

Mas por que? Se tem uma coisa que aprendi trabalhando com mídia é: Não considere o comportamento de uma minoria como o padrão para todo um universo de público-alvo. Pra uma verdade se tornar uma Verdade, duas coisas são necessárias: Pesquisa e teste. Pode ser que eu e você não cliquemos em banners. Pode ser que eu e você inclusive utilizemos plugins adblockers para que os banners sequer apareçam em nossa navegação. Mas pense por um segundo: Não seria muito simplista achar que eu e você representamos o comportamento padrão de uma Internet brasileira que hoje passa da casa de 70 milhões de usuários?

As classes C/D estão entrando massivamente na Internet com um comportamento de navegação peculiar a quem está se aclimatando na Rede. Pesquisar no Google pode ser hoje unanimidade mas, uma forma excelente de atingir aqueles que AINDA não o utilizam é justamente através de anúncios gráficos expostos durante o período em que o usuário está navegando em todo tipo de site, inclusive no Orkut, destino da maioria esmagadora dos jovens das classes C/D.

O mesmo vale para os Links Patrocinados: Você já deve ter ouvido de muita gente (inclusive clientes): “Mas eu não clico nesses anúncios!”.  Mesmo sem esses cliques, o fato é que PPC representa hoje a maior fatia de investimentos no marketing digital mundial. Investimento muito maior, inclusive, que os depositados em estratégias de SEO.

Resumindo, mídia gráfica hoje em dia ainda é vista e clicada. Como gosto de falar, o velho banner ainda tem o seu valor, acredite.

Então surge a dúvida: Por que e quando usar mídia display?

Display traz mais cliques e conversões em Search

Uma boa estratégia utilizando banners considera muito mais a exposição de marca que a mídia gráfica proporciona do que os cliques efetivamente obtidos. Tanto que o próprio Google criou uma métrica específica pra isso: conversões de exibição.

Usuários expostos a banners de determinada marca/produto durante sua navegação tem maior probabilidade de fazer pesquisas posteriores em mecanismos de busca procurando mais informações sobre a marca/produto em questão. E o melhor: tem maior probabilidade de conversão, segundo pesquisa do próprio Google:

Conversões Display

Se quiser uma fonte “não-Google” que confirme isso, tempos atrás Josh Dreller da agência Four Digital em um artigo do Search Engine Land, conta que um dos grandes anunciantes do mercado digital americano, em determinado momento de uma estratégia de Search, viu suas conversões para uma palavra-chave despencarem de forma drástica logo após pausarem toda a campanha de banners que estava sendo feita, mostrando assim a influência direta que um trabalho exerce no outro. Resultado? Milhões de dólares deixaram de ser ganhos e a campanha de Display foi reativada de imediato.

Grande exposição

Hoje, 84,20% dos usuários brasileiros são atingidos por anúncios da Rede de Display do Google, o que é uma exposição brutal à disposição de todos. O mais importante é, sem dúvidas, a possibilidade de entrega de mídia segmentada a partir do momento que o anunciante pode escolher exatamente em que tipo de sites e contextos quer que seus banners sejam exibidos com grande alcance e frequência.

Construção de marca

Marcas novas e pequenos anunciantes precisam ao longo do tempo construir e desenvolver relevância/confiança para consolidar seus nomes no mercado. Grande exposição frente ao público-alvo que se quer atingir é um dos passos para conquistar este objetivo.

Um bom exemplo são os sites de clubes privados de compra (Privalia, Brands Club) e compra coletiva (Peixe Urbano, Citybest) que utilizam de forma agressiva a Rede de Display com grande exposição de banners a fim de fixar marcas recém-criadas na mente do consumidor. Ao divulgar com regularidade suas promoções aliando Redes de Pesquisa e Display, veem suas receitas aumentar mês a mês.

Quando a verba está sobrando

Difícil imaginar esse cenário de verba sobrando, certo? Afinal, a cada dia que passa os clientes buscam enxugar suas verbas e aumentar o ROI usando os mesmos montantes de investimentos. E talvez no dia-a-dia você trabalhe com clientes locais com verbas bem reduzidas. Mas não se engane, em determinado momento de sua carreira você vai se deparar com verbas mais robustas que permitem ir além.

Assim como uma agência offline com uma verba de R$10.000.000,00 nas mãos não vai utilizar apenas Search para lançar um produto ou consolidar uma marca, se você tiver um orçamento mensal de R$300.000,00 para gastar apenas com Search, muito provavelmente a combinação Links Patrocinados (Rede de Pesquisa) + SEO não será suficiente. Nesses casos, Display é um ótimo caminho para a boa utilização da verba trazendo aumento de exposição, cliques e conversões.

Display é democrático

Com a Rede de Display do Google (antiga Rede de Conteúdo) a veiculação de mídia gráfica está à disposição de anunciantes de todos os tamanhos e segmentos. Utilizando o Google AdWords, uma campanha é configurada e a veiculação se inicia rapidamente sem a necessidade de negociação individual de espaços com cada site, como é de praxe na maioria dos casos de mídia display.

Além disso, com o criador de anúncios gráficos, até mesmo o desenvolvimento das peças é automatizado e layouts básicos são criados em um sistema “self-service”. Você cria um anúncio-modelo seguindo alguns critérios e a ferramenta replica para todos os formatos possíveis. Obviamente são anúncios limitados em realação aos produzidos por uma equipe de criação, mas é um bom começo para pequenos anunciantes começarem a experimentar o mundo do display.

Display ainda vai crescer muito

A compra recente de AdMob (anúncios gráficos para celulares), Teracent (personalização de anúncios gráficos), e Double Click (adserver, entrega de anúncios) pelo Google, mostra exatamente para onde o ‘Big G’ está com seus olhos voltados.

A prova maior está aqui, em uma grande campanha de vídeos lançada pelo Google na semana passada que dão o panorama das possibilidades oferecidas através de banners. Esses vídeos são apenas o começo da ofensiva do Google atrás dos Dólares (e Reais!) movimentados no mercado de Display. Segue o primeiro:

Quer você e eu gostemos ou não, parece que o velho banner ainda tem uma longa vida pela frente. A boa notícia é que se bem usado, pode trazer excelentes resultados nos relatórios do final do mês.

Nos próximos artigos vamos aprofundar ainda mais nesse braço do Marketing Contextual e de outras estratégias do mundo do Search. Até lá!


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