200915/12

Google Analytics Annotations – Mão na roda para gestão de informação

por Rafael Damasceno

Na semana passada o Google anunciou o lançamento de novas funcionalidades do Analytics para esse final de ano. Entre as melhorias apresentadas está uma muito interessante chamada “annotations”.

Essa funcionalidade aparentemente simples vem para ser uma grande ajuda na gestão de informação em projetos digitais. A ideia da ferramenta é permitir a todos os usuários de uma conta que adicionem comentários em qualquer timeline do GA. O vídeo oficial mostra como funciona:

Agora é possível deixar documentado para você e toda a sua equipe uma determinada mudança no seu site como redesign, queda de servidor, adição de conteúdo, nova campanha, etc.  Assim fica muito mais fácil visualizar os resultados de tais mudanças e entender com maior precisão o que a sua timeline está dizendo.

Pode deixar de lado o Notepad, Excel, Google Docs ou seja lá qual fosse a ferramenta que você usava para anotar e compartilhar as mudanças de um site. Agora tudo isso é possível dentro do GA. Mais facilidade para você, mais informação para o Google. :)

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200930/11

Como foi o SEM Estratégico 2009

por Rafael Damasceno

No último sábado, participei do SEM Estratégico, um evento que eu considero histórico por ter sido o primeiro congresso de nível nacional em Search Marketing na cidade de Belo Horizonte. Quem trouxe essa grande colaboração para o mercado mineiro, do qual eu atualmente faço parte, foi o pessoal de Esinet, representados por Everson Costa e Flávio Reis.

Eu tive a honra de estar lá palestrando ao lado de um time ultra-qualificado composto por Everson Costa, Cléo Morgause, Anderson Lopes e os “SEO GangstersFábio Ricotta e Tiago ‘Doc’ Luz. Todos eles deram palestras excelentes e fizeram algo que eu SEMPRE sinto falta nos eventos de SEM brasileiros: mostraram dicas práticas, mão na massa mesmo. E, como comentou o Masini, praticamente não houve jabá. Outra coisa raríssima nos eventos de SEM.

Os palestrantes e organizadores do SEM Estratégico

Os palestrantes e organizadores do SEM Estratégico

E, tanto para quem foi quanto para quem não teve a mesma sorte, todas as apresentações estão sendo disponibilizadas no site do evento. Aproveitem.

A minha apresentação também esta lá e aqui no post. Críticas e sugestões sobre ela são muito bem-vindas:

Bom, espero que esse realmente tenha sido o SEM Estratégico 2009 e que venha o 2010,2011… E que outras pessoas tenham a mesma iniciativa da Esinet e montem eventos bacanas aqui em BH. Isso é fundamental para o amadurecimento desse mercado. E, por último, parabéns a todos os participantes, palestrantes, realizadores e cia. Foi tudo show de bola. :)

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200922/11

SEM Estratégico – Palestra e sorteio de inscrições

por Rafael Damasceno

Neste próximo sábado, dia 28, acontece em Belo Horizonte o SEM Estratégico, o maior evento de marketing de busca que já tivemos na cidade. A organização é de Everson Costa, diretor da agência Esinet.

Estarão palestrando lá nomes como Fábio Ricotta (Mestre SEO), Anderson Lopes (Brasil SEO), Cleo Morgause (Bolt Brasil) e Tiago Luz (DM9).
Eu também estarei lá fazendo uma palestra sobre melhores práticas em links patrocinados. Talvez eu ainda faça uma apresentação de um case. Quem viver verá. :)

Sorteio de Inscrições

E se você ainda não se inscreveu e quer ter a chance de ir ao evento 100% na faixa (ou com um baita desconto), você está no lugar certo.

O Marketing Contextual vai sortear 2 cortesias e 4 descontos de 50% na inscrição. Para entrar no sorteio, basta deixar um comentário dizendo que quer participar. Comentários para participar do sorteio serão aceitos até quarta-feira (25/11), às 22:00. O resultado estará aqui na quinta-feira.

E por último, se você vai ao evento e gostaria de ver alguma coisa específica sobre links patrocinados, aproveite esse espaço também para fazer sua sugestão. Nos vemos lá!

UPDATE: E saiu o resultado do sorteio. Como eu havia anunciando no Twitter antes, o sorteio foi feito no Random.org com os dois primeiros lugares levando as cortesias de 100% e os 4 seguintes levando as cortesias de 50%. Segue o print do sorteio:

O resultado ficou assim então:

Cortesias de 100%: Gabriela Costa e Marcus Lemos.
Cortesias de 50%: Guga Alves, Aimée Utsch, Ricardo Moraleida e Guilherme Cândido e Cruz.

Em caso de desistência de alguém, o seguinte na ordem do sorteio leva a cortesia. Então a ordem da “lista de espera” é: Priscila Cunha, Pedro Caldas, Vinicius de Castro Souza, Giovanni, Felipe, Wendel Moreira, Guilherme Reis, Ronny Saran, João Marcos, Renata Tibiriçá, Bruno Borges e Rodolfo Credendio.

Os vencedores devem entrar em contato com o Everson Costa, organizador do evento, o mais rápido possível para garantir suas entradas.

Parabéns a todos e até sábado!

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20097/10

Conversão por Exibição – A nova métrica do Adwords

por Rafael Damasceno

Neste dia 1 de outubro o Google anunciou no blog oficial do Adwords o lançamento de um novo recurso chamado “conversão por exibição”. Segundo o próprio Google, essa novidade é para permitir uma análise mais precisa de campanhas de Adwords que utilizam mídia gráfica na rede de conteúdo do Google.

A conversão por exibição permite que você saiba quantos usuários que viram o seu banner, não clicaram nele mas, até 30 dias depois, realizaram a conversão configurada para a sua campanha (seja essa conversão uma venda, um preenchimento de formulário, assinatura de newsletter, etc).

Mas tem mais do que isso por trás desse e de outros recursos implementados recentemente no Adwords. Esse post é exatamente para tentar entender o que o Google vem tentando mudar na sua principal fonte de renda, os links patrocinados.

Tudo pela Rede de Conteúdo

Se há um aspecto do Adwords que evoluiu muito nos últimos tempos, esse foi a rede de conteúdo. As ferramentas e novos recursos são incontáveis. Criador de anúncios gráficos, anúncios em vídeo, segmentações mais precisas…
É importante lembrar também da abertura de grandes sites pertencentes ao Google para links patrocinados (vide Youtube e Orkut). Com isso, o potencial de alcance da rede de conteúdo cresceu consideravelmente. Segundo informações do Google, a regra adotada nas campanhas gerenciadas internamente para calcular o potencial de entrega no comparativo rede de conteúdo/rede de pesquisa é 80/20.

Até aí tudo ótimo para a rede de conteúdo. A questão é que esse potencial de entrega ainda não é totalmente utilizado pelos anunciantes. Mesmo com menor alcance de usuários, a rede pesquisa continua sendo a responsável pela maior parte da renda do Google em links patrocinados.
Como essa “subutilização” nada interessa ao Google, as cabeças centrais de Mountain View precisavam de argumentos que convencessem anunciantes de todo o mundo a investir na rede de conteúdo. E foi aí que começaram a surgir tantas ferramentas e possibilidades.

Os prós e contras da conversão por exibição

O recurso de conversão por exibição veio para ajudar na mensuração de resultados em campanhas de mídias gráficas, que definitivamente tem suas peculiaridades. Enquanto na rede de pesquisa o sucesso de um anúncio está intimamente ligado à sua taxa de cliques, na mídia gráfica não precisa ser necessariamente assim.

Já estamos cansados de saber que “o banner não morreu”, ele apenas está se transformando. Hoje em dia, não são mais todas as peças gráficas que querem um clique do usuário. Um exemplo clássico de peça que não foi feita para ser clicada, apenas para ser vista, é o relógio do Itaú, há anos na home do portal UOL.

Relógio do Itaú na home do UOL

Nenhum “clique aqui”, nenhum “conheça”. Nada. Apenas um relógio patrocinado, que cumpre muito bem sua função de prestar um serviço associado à marca Itaú.

Para peças como essa, que não requerem um clique, a conversão por exibição pode ser bastante útil. Usuários que geraram uma conversão por terem sido impactados por uma mídia gráfica que não foi clicada eram impossíveis de serem medidos no Adwords. Agora esse problema não existe mais.

Mas obviamente existe um efeito colateral óbvio: quem garante que o usuário que contou como “conversão por exibição” realmente viu meu banner? Todos nós acessamos diariamente várias páginas com anúncios que não damos nem 1 segundo de atenção. Quem trabalha com design centrado no usuário conhece esse comportamento em detalhes. Uma situação hipotética: eu posso ter lido uma notícia de um site que, bem no final da página (que eu nem cheguei a ir), tinha um banner de links patrocinados da loja “Camisetas X”. Se 20 dias depois eu coincidentemente descubro a loja “Camisetas X” e faço uma compra, essa minha compra será considerada uma conversão gerada por aquele banner que eu nem cheguei a ver. Quanto maior for uma campanha, maior a probabilidade desse tipo de “coincidência” acontecer.

Obviamente, esse efeito colateral não traz prejuízo nenhum para o Google. Afinal, quanto mais conversões o Adwords gerar, mais o anunciante vai investir. Mas em defesa da ferramenta o Google tem o ponto positivo que citei acima e também dados de pesquisas apontando que uma parte considerável de usuários são expostos a mídias gráficas, não clicam, mas mantém a informação da peça em suas mentes, eventualmente gerando uma conversão tempos depois. Como comenta o Adage sobre um estudo da Comscore:

From client studies, ComScore found that display ads, regardless of clicks, generate significant lift in brand-site visitation, trademark search (searching for, say, Toyota or Prius) and both online and offline sales among those exposed to the ads. Within one week, consumers exposed to a display ad were 65% more likely to visit the advertiser’s site than users who never saw the ad. Even at four weeks, people exposed to displays ads are 45% more likely to visit the brand’s site.

Enfim. O que anunciantes precisam tirar dessa história toda é que a métrica de conversão por exibição é sim útil e ajuda muito a entender os resultados conseguidos com uma campanha. Mas é um dado que precisa ser usada com parcimônia, pois sua precisão não é tão grande quanto, por exemplo, os dados de conversão “clássicos” do Adwords.

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Categorias: Links patrocinados

200913/08

O Twitter é um site de busca

por Rafael Damasceno

Impressionante essa última mudança da home do Twitter. Eu estava organizando uma apresentação sobre Busca Social para um cliente da agência e parei para analisar o que aconteceu nessa mudança de home. Acho que ela tira muitas dúvidas que ainda pairavam no mundo do marketing digital. Veja a comparação:

A antiga home do Twitter

A antiga home do Twitter




A nova home do Twitter

A nova home do Twitter

A antiga home era claramente focada em duas coisas: Explicar o que era o Twitter e fazer com que o visitante se tornasse usuário da rede.
Com a nova home, (praticamente) tudo mudou. Obviamente, não se perde mais espaço explicando o que é o Twitter. Afinal, em um mundo onde até jornalistas esportivos da rádio mineira Itatiaia usam a rede social, qualquer explicação se faz desnecessária. A chamada para o cadastro do usuário ainda está lá. Mas bem mais discreto, no canto direito da página.

O que ficou claro nessa home foi a mudança de posicionamento do Twitter. O site agora se posiciona claramente como uma ferramenta de busca. Posicionamento que acredito que irá se tornar cada vez mais claro daqui para a frente. Ao entrar no site, o cursor já é focado diretamente no campo de busca, elemento mais destacado da página. A frase de chamada do site também não deixa dúvidas: “Share and discover what’s happening right now, anywhere in the world”. Isso para mim é o slogan de um site de busca. Por fim, há destaque para os tópicos mais comentados do momento, do dia e da semana.

Se alguém ainda cogitava que o Twitter e o Google iam estabelecer algum tipo de parceria, acho que essa nova home deixou claro que isso não está nem perto de acontecer. O que imagino que veremos daqui para frente é uma disputa muito interessante. De um lado o Google tentando trazer resultados com conteúdos cada vez mais recentes. A especialidade do Twitter. E o Twitter, por sua vez, vai trabalhar para conseguir organizar melhor a relevância de seus resultados de busca e ser menos vulnerável a problemas de spam. Expertises do Google.

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Categorias: Mercado

200922/07

Links Patrocinados – Democráticos e Obrigatórios

por Rafael Damasceno

Guest Post

O post abaixo é de autoria de Filipe G. Reis, analista de mídia online da agência Plan B. Ele vai dividir com a gente um pouco do seu conhecimento adquirido trabalhando com links patrocinados para clientes de diversos portes e segmentos.

Obrigado pela colaboração Filipe!

De um lado, pequenas empresas têm nos links patrocinados, uma excelente oportunidade de fazer novos negócios e alavancar suas receitas digitalmente. Com investimentos adequados e bom gerenciamento, conseguem brigar de igual para igual com grandes players do mercado criando uma democrática disputa. As vantagens da modalidade são muitas e, especialmente para os empreendimentos de pequeno porte, destacam-se:

Publicidade de baixo custo e sob medida.

Investe-se o quanto se quer, o quanto se pode. A partir de um valor mínimo de R$20,00, qualquer quantia pode ser utilizada para entrar no ‘jogo dos leilões de palavras-chave’. Pequenos empreendedores começam com quantias enxutas em regime de testes e aumentam seus budgets gradativamente conforme vêem também aumentar o número de conversões ou vendas.

Mensuração do Retorno sobre o Investimento.

Cada centavo investido em Links Patrocinados pode (e deve) facilmente ser mensurado. Quais anúncios tiveram melhor taxa de cliques? Quais palavras-chaves converteram em vendas? Tudo pode ser medido.

Altas taxas de retorno.

Enquanto banners, que são tidos como mídias gráficas tradicionais, tem entrega média de 0,20% (CTR) no mercado americano (segundo report Double Click de 2008), campanhas de links patrocinados bem desenvolvidas conseguem altas taxas de retorno em cliques e conversões. CTRs superiores a 50% são comuns em anúncios com termos institucionais ou naqueles baseados em preços e promoções.

Otimizações on the fly.

Se qualquer detalhe de uma campanha não está performando como o esperado, alterações são feitas em tempo real com respostas imediatas. De uma simples mudança no texto de um anúncio a um aumento no valor pago por clique para determinada palavra, tudo pode ser adequado e re-adequado. Testes e análises também podem ser feitos com a mesma agilidade.

Se de um lado os pequenos empreendimentos tem nas campanhas ‘pay-per-click’ uma excelente oportunidade, por outro lado (e com base nas vantagens acima citadas) para as grandes empresas os links patrocinados tem se mostrado como obrigatórios em termos de investimento publicitário digital. Um caminho sem volta e já explico o porque.

A premissa de presença online é que as marcas estejam presentes em todos os pontos de contato possíveis e em todos os momentos que o consumidor está pré-disposto a conhecer ou interagir com o produto X ou a marca Z.

Tomemos como exemplo o mercado automotivo. Se é de extrema importância que as montadoras apresentem seus novos modelos em anúncios nas páginas da revista 4 Rodas, onde o público está consumindo a temática carros, é ainda mais relevante estar presente nos momentos em que o consumidor não apenas está suscetível ao tema mas, além disso, está procurando e pesquisando a respeito, como acontece nas páginas de qualquer mecanismo de busca em que os Links Patrocinados se encontram.

Estando presentes nos buscadores com boas campanhas de Links, (e também com SEO, sempre que possível) serão as próprias marcas as ‘anfitriãs’ para os termos relacionados a seus carros. Se estou procurando informações ou pesquisando preço/atributos de, por exemplo, um Fiat Palio, nada mais natural do que ser a própria Fiat a primeira a tomar a iniciativa em se relacionar comigo estando presente nas primeiras posições dos anúncios patrocinados. Do contrário, vários outros sites de venda de produtos ou concessionárias, chamarão minha atenção e talvez ganhem meu clique.

No mercado brasileiro de automóveis, esta premissa tem funcionando bem e cada vez mais se notam altos investimentos das grandes montadoras em utilizar ferramentas de performance  como o Google AdWords. Conforme as imagens abaixo, Fiat, Ford, Chevrolet e VW estão todas presentes na busca no momento em que se procura por seus lançamentos.

Fiat Palio

Fiat Palio

Ford Edge

Ford Edge

Volkswagen Voyage

Volkswagen Voyage

Chevrolet Captiva

Chevrolet Captiva

Grandes, pequenas, médias ou multinacionais, toda e qualquer empresa tem hoje ao seu alcance através dos links patrocinados uma poderosa ferramenta de trabalho de marca, venda, geração de negócios e leads. Todas podem competir lado a lado disputando em mercados cada vez mais acirrados onde a publicidade de performance representada pelos links patrocinados é mais do que uma possibilidade. É um caminho obrigatório.

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Categorias: Links patrocinados

200913/07

Free: O Futuro de Um Preço Radical

por Rafael Damasceno

O título acima é a tradução literal do novo livro de Chris Anderson, o famoso editor da revista Wired e autor da teoria da Cauda Longa.

A ideia do livro, segundo o autor, nasceu como um complemento para a teoria da Cauda Longa mas, se mostrou um assunto tão interessante e complexo que mereceu seu próprio livro. Em Free, Anderson apresenta e discute a grande onda de serviços que conseguem ser totalmente gratuitos e, o mais importante, lucrativos. O livro comenta desde o mercado de “grátis” de séculos atrás até o exemplo clássico de nossa época, o Google.

Anderson é tido por alguns estudiosos como um grande showman com um conteúdo não tão brilhante assim. Já tinha gente pegando no pé de Free antes mesmo do lançamento da versão final do livro. Os profissionais da imprensa “tradicional” já demonstram resistência ao livro. E isso não é de se estranhar. Afinal, o mercado de notícias é um dos mais afetados pela economia “Free”. Números mostram há anos uma queda constante no número de pessoas que aceita pagar por informação. Mas é natural que os velhos gigantes que construiram seu império na economia antiga relutem perante a transformação.

Anderson é inegavelmente uma pessoa que sabe usar a hype a favor de seus livros. The Long Tail foi (e ainda é) um grande sucesso de venda. Mesmo o livro sendo de 2006, até hoje o termo “Cauda Longa” está nas conversar diárias de empresários e publicitários, como se fosse a mais nova hype do mundo dos negócios.
Em Free, logo na introdução Anderson cita um caso real que intriga muita gente a ler todo o livro. Ele cita a atitude tomada pelos autores da série inglesa Monty Python, que, cansados de verem grande parte do conteúdo da série disponível gratuitamente no YouTube, sem nenhum retorno para eles, tomaram uma atitude até certo ponto ousada. Criaram o canal oficial “Monty Python” no YouTube, onde eles mesmos disponibilizavam todo o conteúdo da série em alta resolução. O detalhe é que esses vídeos oficiais possuiam links para que as pessoas interessadas pudessem comprar DVDs e produtos relacionados à série. Em 3 meses, o DVD de Monty Pyhton se tornou o segundo mais vendido da Amazon. Um aumento de 23.000% nas vendas. Tudo isso oferecendo a série completa gratuitamente no YouTube.

Por enquanto, Free só está disponível em inglês. Quem quiser comprar o livro “físico”, vai pagar entre US$10 e US$20 na Amazon. Entretanto, querendo provar com seu próprio livro que a economia “Free” é mesmo para ser levada a sério, Anderson está disponibilizando o livro gratuitamente em alguns formatos. O eBook está no site Scribd (caso tenha problemas com bloqueiso geográficos, leia pelo embed do ebook no próprio blog do autor) e no Google Books (também com restrições geográficas). Quem quiser ouvir o audiobook, pode baixá-lo no Audible em uma versão normal ou em uma versão resumida (que custa US$7,49).

Ainda não consegui terminar o livro (isso que dá não ter um Kindle), mas acho que, polêmicas a parte, Anderson é um dos grandes autores que temos em assuntos relacionados ao marketing digital e merece ser ouvido. Além disso, mesmo não sendo um fenômeno completamente novo, a economia Free está sim se transformando e entender o que está acontecendo é fundamental para quem quer sobreviver em um mercado com essa nova lógica.

Free! The Future of a Radical Price

Autor:
Chris Anderson

Ano:
2009

eBook

AudioBook

Livro “Físico”

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Categorias: Marketing, Resenhas