A primeira vista, o tema do post pode parecer ser do estilo “back to basics”. Mas a ideia aqui é explicar rapidamente quais são as 3 grandes áreas que sustentam o trabalho de otimização para sistemas de busca para poder apresentar algumas novidades que vem surgindo em cada uma desses pilares.
Esse pilar diz respeito às tecnologias usadas dentro de um site. Robôs de busca são, basicamente, sistemas que acessam o código do seu site e o interpretam. O tipo de tecnologia usada nesse código irá influenciar e muito na capacidade do robô de interpretá-lo. Sites desenvolvidos seguindo os Webstandards são o cenário perfeito. O uso semântico de tags e a estrutura enxuta do código facilitam o trabalho de interpretação e diminuem o esforço desprendido pelo robô para acessar as páginas de um site.
No entanto, quem não vive em um mundo de fantasias sabe que os Webstandards infelizmente não cobrem todas as possibilidades que a Internet moderna oferece. Flash e Ajax são exemplos clássicos de tecnologias problemáticas para sistemas de busca.
O Flash, em particular, é cercado de “lendas” no mundo de SEO. Até hoje tem gente que acredita que sites em Flash não são lidos pelos sistemas de busca.
Mas a verdade é que houve uma grande evolução na capacidade dos robôs (especialmente o Google) de indexar o conteúdo de sites em Flash. Avanços nesse área são anunciados frequentemente tanto pelos sites de busca quanto pela própria Adobe. E, além do Flash, avanços similares também são percebidos na capacidade dos buscadores de indexar sites que tem o acesso ao seu conteúdo dependente de Javascript.
Mas atenção! Os robôs não indexam sites em flash/javascrpit com a mesma capacidade que o fazem com sites em HTML. A comparação que sempre faço é a seguinte: Sites em Flash e Ajax são indexados hoje como eram indexados os sites em HTML no final do último século. Ainda existem muitos problemas a serem sanados na área. Além disso, para sites em Flash, a questão semântica é um problema sério. Como no desenvolvimento Flash não se usam tags de valor semântico (para indicar títulos, parágrafos, etc), os buscadores tem muito mais dificuldade para entender o conteúdo de um site.
Aqui, estamos falando da quantidade e a qualidade das informações que o seu site disponibiliza. Gosto de inserir nesse pilar também a arquitetura de informação. Ou seja, a forma como você organiza e disponibiliza o seu conteúdo.
Antes, praticamente só os textos dos sites eram levados em conta pelos buscadores. Mas hoje, seus textos, suas imagens e até seus vídeos são analisados.Ter uma boa estratégia de SEO para todos esses tipos de mídia é fundamental hoje em dia. E com o crescimento da busca universal, será cada vez mais vital. Não vai bastar ser o primeiro resultado textual para uma busca. Será importante ser também o primeiro vídeo, a primeira imagem, o primeiro review e assim por diante.
A arquitetura de informação do site é também uma ferramenta muito útil no pilar de conteúdo. Afinal, quanto mais fácil um robô de busca chega a uma certa página do seu site (e quanto mais outras páginas do seu site linkarem para ela), melhor tende a ser o desempenho dela nos buscadores. E esses são fatores que podem ser controlados por uma boa arquitetura de informação. Se eles não fossem tão importantes, não estaríamos vendo tanta polêmica em relação a política do Google sobre o uso do atributo “nofollow”.
Por último, o pilar que engloba tudo o que o mundo pensa e fala sobre o seu site. Foi por aqui que o Google revolucionou o mundo da busca ao criar o conceito de que a relevância de um site está diretamente ligada à quantidade de links que ele recebe de outros sites. Com a evolução da ideia de PageRank, a popularidade do site que linka para você e a forma como esse site faz isso se tornaram fatores decisivos.
Mas, hoje, popularidade vai muito além de quantidade de links. Gurus respeitados do Search Marketing acreditam que uma das grandes tendências desse mercado para os próximos anos é a queda significativa na importância do quesito “quantidade de links” para definir relevância de um site. E o que vai ser usado então para definir a popularidade de um site? A Web 2.0.
Quais as tags que as pessoas usam para definir o seu site no Del.icio.us? Quantas pessoas te favoritam lá? Como é o desempenho dos seus artigos no Digg? E o que falam de você no Twitter? Enfim. Mais uma vez, robôs seguem pessoas. Por isso Social Media e SEO estão sempre flertando. E a tendência é que um dia se tornem uma coisa só.
Categorias: SEO
Aproveitando a onda de eventos nos últimos posts do blog, vale a pena destacar dois importantes eventos que ocorrerão no dia 4 de agosto, em São Paulo: O SMX e o eMetrics. Os eventos ocorrerão em paralelo no Hotel Unique.
O eMetrics é um congresso internacional de métricas na Internet que ocorrerá pela primeira vez no Brasil. Na agenda de palestras, destaques para a presença da referência brasileira na área, Ruy Carneiro e do renomado Jim Sterne. O evento promete como tema central o uso de webanalytics para aumento de ROI nas ações de marketing online.
Já o SMX é a principal conferência de Search Enging Marketing do planeta, com eventos em países como Estados Unidos, Inglaterra, Espanha e muitos outros. 2009 é o segundo ano do SMX no Brasil. Como em 2008, o evento é trazido pela empresa Ome com o apoio de Thiago Bacchin, presidente de SEM do IAB Brasil e CEO da Cadastra. Nas presenças no palco, destaque para Danny Sulivan (do blog Search Engine Land), Sara Holoubek (da SEMPO) e Erica Schmidt (da Isobar).
O SMX terá uma estrutura idêntica à de 2008, com 2 palcos dividindo o público. Em um palco ocorrerão palestras “business”, para executivos e pessoas com conhecimento intermediário em Search. No outro palco, as palestras serão mais técnicas, para o público com conhecimento avançado.
E não dá para deixar de destacar os preços dos eventos: bem elevados, fora do “padrão brasileiro” de eventos de internet. A entrada individual de cada evento custa R$1.000,00. Para frequentar os dois eventos, o investimento é de R$ 1.295,00. E esse é o preço antecipado. Com a aproximação, do evento, ficará mais caro. Quem é sócio do IAB Brasil tem desconto.
Outro problema é que o evento ocorrerá em apenas um dia. Há conteúdo de sobra para pelo menos dois dias de evento, como ocorreu com o SMX em 2008. Neste ano, tudo está condensado no dia 4 de agosto e ainda com o eMetrics ocorrendo em paralelo. Infelizmente parece que a crise mundial deixou os donos do evento com o pé atrás em 2009.
Mas, de qualquer forma, se você trabalha (ou quer trabalhar) com links patrocinados, SEO e métricas, é altamente recomendável que você pelo menos considere a ida aos eventos. Com palestrantes internacionais e presença de todas as grandes agências do mercado, dá para esperar conteúdo de muita qualidade.
Categorias: Search Marketing