Impressionante essa última mudança da home do Twitter. Eu estava organizando uma apresentação sobre Busca Social para um cliente da agência e parei para analisar o que aconteceu nessa mudança de home. Acho que ela tira muitas dúvidas que ainda pairavam no mundo do marketing digital. Veja a comparação:

A antiga home do Twitter

A nova home do Twitter
A antiga home era claramente focada em duas coisas: Explicar o que era o Twitter e fazer com que o visitante se tornasse usuário da rede.
Com a nova home, (praticamente) tudo mudou. Obviamente, não se perde mais espaço explicando o que é o Twitter. Afinal, em um mundo onde até jornalistas esportivos da rádio mineira Itatiaia usam a rede social, qualquer explicação se faz desnecessária. A chamada para o cadastro do usuário ainda está lá. Mas bem mais discreto, no canto direito da página.
O que ficou claro nessa home foi a mudança de posicionamento do Twitter. O site agora se posiciona claramente como uma ferramenta de busca. Posicionamento que acredito que irá se tornar cada vez mais claro daqui para a frente. Ao entrar no site, o cursor já é focado diretamente no campo de busca, elemento mais destacado da página. A frase de chamada do site também não deixa dúvidas: “Share and discover what’s happening right now, anywhere in the world”. Isso para mim é o slogan de um site de busca. Por fim, há destaque para os tópicos mais comentados do momento, do dia e da semana.
Se alguém ainda cogitava que o Twitter e o Google iam estabelecer algum tipo de parceria, acho que essa nova home deixou claro que isso não está nem perto de acontecer. O que imagino que veremos daqui para frente é uma disputa muito interessante. De um lado o Google tentando trazer resultados com conteúdos cada vez mais recentes. A especialidade do Twitter. E o Twitter, por sua vez, vai trabalhar para conseguir organizar melhor a relevância de seus resultados de busca e ser menos vulnerável a problemas de spam. Expertises do Google.
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No último sábado, aconteceu no hotel Ouro Minas, em Belo Horizonte, a primeira edição do iMasters Interact. O evento do grupo iMasters será itinerante e ocorrerá anualmente. O tema central deste ano foi “Criação e Planejamento Digital”. O evento foi dividido em 2 áreas. Um auditório principal, onde ocorreram palestras “clássicas”, apresentadas por Cazé Peçanha; e um espaço do hotel originalmente usado como boate, onde ocorriam apresentações mais curtas e intimistas, sob a moderação de Luli Radfaherer e Raphael Vasconcellos.
Exatamente por essa divisão e pelo fato de as apresentações ocorrerem de forma simultânea, só comentarei sobre as palestras nas quais estive presente. De qualquer forma, a organização prometeu disponibilizar em breve todo o evento gratuitamente no Videolog.
Na abertura do evento, acompanhei o palco principal, onde Ana Erthal abordou o tema “A experiência sensorial e o futuro da tatilidade”. Foi uma interessante viagem pela história da tatilidade, desde milhares de anos antes de cristo até os dias atuais. Mas, infelizmente, a palestra parece não ter agradado a maioria do público. Reação que talvez se justifique pela falta de dinâmica da apresentadora em alguns momentos e pelo excesso de longas citações de autores como Marshall Mcluhan.
Em seguida, fui para a boate acompanhar a parte final da apresentação de Raphael Vasconcellos, da AgênciaClick. A apresentação até me surpreendeu positivamente já que a última vez em que o assisti, no Intercon 2007, não vi nada mais do que um grande jabá do trabalho da Click. Desta vez, Raphael fez uma palestra altamente pessoal, questionando o glamour do mundo da publicidade e levando a platéia a pensar sobre seus objetivos pessoais e profissionais.
Voltando para o auditório, acompanhei a melhor apresentação do evento: a de Fabiano Coura, da Neogama/BBH. A apresentação foi um excelente equilíbrio entre teoria e exemplos práticos de criação digital. Fabiano mostrou com dados objetivos que a criatividade traz grandes resultados na internet. Com uma apresentação dinâmica e cases recentes, Fabiano prendeu a atenção do público por 1 hora e foi escolha quase unânime de melhor palestra de acordo com as pessoas com quem conversei.

Foto de Giovanni Monteiro
Ainda no auditório, acompanhei Michel Lent fechar a manhã do evento falando de “Criação estratégica e comunicação na web”. Lent parece não ter empolgado a todo mundo. Muito pelo motivo da palestra ter uma dosagem enorme de jabá da Ogilvy/10 minutos. Mas, pessoalmente, considerei a sua apresentação uma das mais essenciais do evento. Simplesmente porque Lent lembrou em vários momentos que criação precisa ser orientada a resultado. Muitas vezes, eventos voltados para profissionais de criação acabam se tornando uma espécie de “orgia criativa”, onde ninguém lembra que quem está pagando por tudo é o cliente. Confesso que quase fiquei emocionando com Lent apresentando Key Performance Indicators (KPIs) para dezenas de criativos mineiros na platéia.
Após o intervalo de almoço, acompanhei Suzana Apelbaum no auditório com o tema “Inovação na Criação Digital”. Essa para mim foi a palestra mais fraca do evento. A maior parte da apresentação foi de cases consideravelmente batidos de comunicação digital como Nike Plus e (acreditem!) Heroes. Sai durante a palestra e ainda acompanhei o final da apresentação de Alexandre Bessa sobre “Administração de Criativos”. O que vi foi muito parecido com o que Bessa já havia falado no Intercon 2008.
Depois de um tempo visitando os stands do evento, voltei para boate (e não saí mais) para acompanhar Emerson Calegaretti, do Myspace, falar sobre tendências em redes sociais. O mais interessante dessa apresentação acabou sendo uma discussão entre Emerson e Michel Lent, onde os dois tinham seu razão. Cada um defendendo seu peixe. Lent defendia a importância de hotsites e Emerson dizia que hotsites não eram nada sem divulgação.
Na apresentação em sequência, Caio César tentou mostrar ao público que sites com boa usabilidade e com foco no usuário não precisam ser feios. Infelizmente, não houve tempo para terminar a apresentação e, quando ia começar a dar exemplos, Caio foi (com certa indelicadeza) interrompido por ter estourado seus 30 minutos de apresentação. O que ele não conseguiu terminar de dizer já está disponível em seu blog.
Em seguida, Viviane Vilela, do SEBRAE fez uma excelente apresentação sobre empreendedorismo. Em vez de falar das flores de se ter seu próprio negócio, como na maioria das palestras sobre o tema, Viviane mostrou todas as dificuldades e responsabilidades que precisam ser levadas em conta, antes de se decidir abrir uma empresa. Mais um conteúdo muito importante no evento. Deu uma dose de realidade na “orgia criativa”.
Finalizando o evento, Luli Radfahrer adotando o estilo auto ajuda, mostrou que ainda é o dono do título de “showman” da Internet brasileira. Com uma apresentação subjetiva, Luli buscou levar as pessoas a repensarem o rumo de suas carreiras. Pelo que vi, funcionou com muita gente.
No último evento do iMasters, o Intercon 2008, fui e não gostei do que vi. Em um evento sobre inovação, a organização havia caído no erro de “inovar por inovar”, trazendo um monte de ditas novidades revolucionárias que acabaram por prejudicar o conteúdo do evento, que é o que realmente interessa.
Mas, agora com o InterACT, sinto que o iMasters está voltando para o rumo certo. O conteúdo das apresentações foi em média bem legal e as inovações do evento funcionaram bem (com exceção das perguntas via Gengibre, que ninguém conseguia entender). Acho que o evento fez o que pregou. Busca pela inovação, mas com o pé no chão. As novidades criadas deixaram de ser meras perfumarias e agregaram valor de verdade ao evento. Legal ver o iMasters aprendendo com os erros.
Mas, por último, não posso deixar de destacar que eu, como integrante do mercado mineiro, fico um pouco envergonhado com o fato de que para termos um evento de Internet de grande porte, pessoas de outros estados precisam vir para cá e mostrar como se faz.
Interminas e InterACT esgotaram suas entradas semanas antes de ocorrerem. Então, a desculpa de que “não há público” não cola mais. Vamos nos mexer, pessoal!
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Na última semana, quando estive no processo de obtenção do certificado Google Analytics Individual Qualified (GAIQ), percebi que não havia feito um post sobre web analytics até hoje no blog. Um grande erro. Mas que começo a corrigir agora.
Nos anos de bolha na Internet, métricas não eram muito importantes. O fascínio com as possibilidades da Internet era tão grande e as empresas estavam tão maravilhadas com o próprio umbigo que se preocupar com análises mais precisas parecia ser algo totalmente desnecessário e fora de moda.
Pois bem. Não é preciso dizer que os tempos são outros. Vivemos um momento econômico completamente diferente do citado acima. As empresas passam por sérias dificuldades e as verbas ficam mais escassas a cada dia. Os investimentos, quando acontecem, são feitos com a menor margem de risco possível.
Não poderia haver um melhor cenário para a popularização dos serviços de Web Analytics. Os empresários estão extremamente interessados em descobrir quais dos seus investimentos realmente trazem retorno e como suas ações online podem ser otimizadas para render mais com o mesmo (ou um menor) custo.
Há pouco tempo, a mídia Internet era alardeada como aquela onde tudo pode ser medido. Isso não é verdade. No Brasil, por exemplo, devido a uma enorme confusão de infra-estrutura do país, temos dificuldade em dizer com precisão a localização geográfica dos usuários.
Mas a Internet é a mídia onde quase tudo pode ser medido. Visualizações, clicks, páginas por visita, tempo na página, CTR, CPA… São inúmeras as métricas que podem ser conseguidas.
Mas, com um mercado mais amadurecido, hoje a grande pergunta que nos fazemos não é o que podemos medir, mas sim o que devemos medir. As possibilidades de mensuração são tantas que, dando atenção a todas, é impossível tirar conclusões claras que guiem ações de otimização.
Daí a vital importância dos KPI (Key Performance Indicators).
KPIs são algumas métricas definidas como vitais para uma determinada análise. Serão nas KPIs que as avaliações deverão estar concentradas, deixando como secundárias todas as outras métricas tecnologicamente possíveis. KPIs variam de projeto por projeto, devendo estar sempre ligados ao objetivo final do mesmo. Ao avaliar a eficiência de um anúncio em banner feito para aumentar vendas no site, um KPI certamente será o volume de vendas geradas por visitantes que vieram do banner. Já para avaliar o sucesso de uma reformulação de site, provavéis KPIs serão a média de páginas abertas por visitantes e o tempo médio no site.

Até pouco tempo atrás, ter acesso a dados avançados de web analytics era privilégio apenas de grandes empresas, que possuiam capital para arcar com os custos de um software para esse fim.
Tudo isso mudou com o Google Analytics. Não bastasse disponibilizar de forma bonita e prática diversos dados avançados de webanalytics, a ferramenta do Google é gratuita. Em seu início, o Google Analytics ainda deixava a desejar em alguns pontos quando comparado a ferramentas pagas. Mas, hoje em dia, após vários aperfeiçoamentos e características exclusivas (como autotagging de campanhas do Adwords), ele é uma excelente opção até mesmo para as empresas mais exigentes com métricas.
Em uma recente troca de idéias, @pabloalmeida me disse acreditar que a popularização dos serviços de Web Analytics está totalmente ligada às evoluções do Google Analytics. E isso é a mais pura verdade. Com uma ferramenta altamente poderosa e gratuita, o Google mudou as regras do mundo de Web Analytics. Agora todo mundo tem acesso a quase todos os dados que quiser, sem precisar pagar fortunas por isso.
Para fechar o artigo, uma previsão pessoal: 2009 ficará marcado como um ano de grande expansão do mercado de Web Analytics. Temos um cenário de crise financeira, com empresas querendo entender muito bem o retorno conseguido de cada centavo investido. Além disso, temos uma ferramenta gratuita altamente poderosa que, na mão do profissional certo, atende a todas as necessidades de métricas de 99,9% do mercado.
Se você é estudante ou profissional e tem interesse na área, corra e qualifique-se. O mercado já está precisando de você. Afinal, a ferramenta não serve para nada se não tiver alguém capaz de entendê-la.
Se você possui uma empresa, use e abuse das ferramentas e profissionais de analytics. A não ser que você queira jogar dinheiro fora. Porque Web Marketing sem métricas não é nada.
Eu já queria ter dado os meus pitacos sobre o Google Latitude (mais detalhes no Undergoogle) na semana passada, quando ele foi lançado. Como o tempo apertou, ficou para hoje mesmo.
Não quero chover no molhado, mas a primeira coisa que me vem na cabeça sobre esse serviço é uma enorme polêmica sobre privacidade. E eu não sou o único que pensa assim. Se já não eram suficientes as diversas questões de invasão de privacidade nas quais o Google estava envolvido, agora então é que não vão faltar argumentos para os críticos.
Outro ponto que vale a pena deixar claro é que o Google não é o primeiro nem o único a oferecer uma ferramenta robusta de LBS. Aqui mesmo no Brasil, no SMX 2008, fomos surpreendidos pela apresentação do Onde Estou, do site Apontador. A idéia do serviço é parecida com a do Google Latitude. Seus amigos se cadastram e você descobre onde eles estão e o que estão fazendo. Há a possibilidade ainda de encontrar informações sobre clima, trânsito, cinema, bares e outros estabelecimentos próximos de sua localização.O grande diferencial do Google é o seu poder de atrair muitos usuários. Afinal, um aplicativo com foco em interações sociais não serve para nada sem um número razoável de adeptos.
Mas o que é realmente impressionante nesse tipo de serviço é o grande universo de possibilidades para ações de marketing. E como o Google é uma empresa que vive de venda de espaços publicitários, esse deve ser o objetivo central desse projeto.
Alcançar os usuários tendo como base onde eles estão e o que estão fazendo abre um novo mundo de oportunidades no mundo do marketing contextual. Ofereça um sorvete quando a temperatura da sua região estiver acima de 30 graus. Ou um café quando estiver abaixo de 20. Cerveja e petiscos para amigos que se encontram perto do bar. Jornais e revistas para quem estiver no ponto de ônibus. Enfim. O limite passa a ser muito mais criativo do que tecnológico.
Claro que, por enquanto, tudo isso está no campo das possibilidades. Ainda nenhuma plataforma oferece opções realmente avançadas para anunciantes em serviços de LBS. Mas a entrada do Google nesse ramo é um sinal de que esse dia está cada vez mais próximo.
O ano começa e a principal preocupação no mercado mundial é descobrir até onde a crise econômica irá nos afetar e como sobreviver a ela nesse ano.
A expectativa é de um ano difícil em praticamente todos os setores da economia. Gastos foram, estão e continuarão sendo cortados. E como sabemos, um dos primeiros setores a ter orçamentos reduzidos é o setor de marketing.
Nizan Guanaes deixou claro no já clássico vídeo do MaxMídia 2008 sua grande preocupação com a crise e sua “receita de sobrevivência”: ficar quietinho, fazerr o feijão com o arroz e economizar em tudo.
Entretanto, muitos outros fatos parecem bater de frente com essa previsão negra e essa receita de low profile. Pelo menos, para quem trabalha com mídias digitais.
O gráfico abaixo foi criado por Michel Lent, com base em dados de pesquisa apresentada pelo Estado de São Paulo em 8 de novembro. Os dados mostram que em 2009, a Internet tende a ser o meio mais usado por empresários brasileiros.

No campo do e-commerce nacional, a expectativa também é de que a crise não faça com que esse mercado deixe de continuar crescendo.
Mas, de onde vem tanto otimismo para o marketing digital em relação à crise? Boa parte da resposta está no que Manuel Alonso declarou ao SEM Brasil:
O corte de investimentos em publicidade coloca para as empresas o desafio de conseguir os mesmos leads (clientes em potencial) com menos impacto, daí o empenho para que sejam de melhor qualidade e mais afinadas com seu target (cliente objetivo). É nesse sentido que a maior capacidade de segmentação da publicidade digital pode ajudar e muito.
Com menos dinheiro para investir, as empresas tendem a evitar “tiros de canhão” na mídia de massa e voltam suas atenções para ações mais direcionadas nas mídias digitais. Além do maior retorno por pessoa atingida, a grande capacidade de mensuração atrai os gerentes de marketing preocupados em saber se estão investindo sua escassa verba no lugar certo.
Saindo um pouco do mercado da publicidade e analisando o que esperar do empreendedorismo digital em 2009, me pergunto se vale a pena seguir a estratégia de cautela ao extremo e low profile de Nizan.
Como bem comentou Daniel Heise em sua apresentação no intercon 2008, aos olhos do verdadeiro empreendedor, a crise mundial é uma oportunidade única. E a história não deixa a fala de Daniel parecer utópica demais. Há poucos anos, tivemos a crise da bolha da internet. Milhares de empresas desistiram de investir em internet e cortaram todos os gastos que puderam. Uma recém-nascida empresa de tecnologia seguiu outro caminho. Não perdeu seu foco, continuou investindo em inovação e usou a época da crise para criar valor. O nome da empresa? Google.
Mas, afinal, por que seria a crise mundial um momento de tantas oportunidades? Alguns motivos:
É importante estarmos cientes de que toda crise tem um fim. Mesmo que seu mercado esteja em baixa, quando ele voltar a crescer, você terá ótimos frutos a colher por ter se mantido ativo durante a crise.