Na última semana, quando estive no processo de obtenção do certificado Google Analytics Individual Qualified (GAIQ), percebi que não havia feito um post sobre web analytics até hoje no blog. Um grande erro. Mas que começo a corrigir agora.
Nos anos de bolha na Internet, métricas não eram muito importantes. O fascínio com as possibilidades da Internet era tão grande e as empresas estavam tão maravilhadas com o próprio umbigo que se preocupar com análises mais precisas parecia ser algo totalmente desnecessário e fora de moda.
Pois bem. Não é preciso dizer que os tempos são outros. Vivemos um momento econômico completamente diferente do citado acima. As empresas passam por sérias dificuldades e as verbas ficam mais escassas a cada dia. Os investimentos, quando acontecem, são feitos com a menor margem de risco possível.
Não poderia haver um melhor cenário para a popularização dos serviços de Web Analytics. Os empresários estão extremamente interessados em descobrir quais dos seus investimentos realmente trazem retorno e como suas ações online podem ser otimizadas para render mais com o mesmo (ou um menor) custo.
Há pouco tempo, a mídia Internet era alardeada como aquela onde tudo pode ser medido. Isso não é verdade. No Brasil, por exemplo, devido a uma enorme confusão de infra-estrutura do país, temos dificuldade em dizer com precisão a localização geográfica dos usuários.
Mas a Internet é a mídia onde quase tudo pode ser medido. Visualizações, clicks, páginas por visita, tempo na página, CTR, CPA… São inúmeras as métricas que podem ser conseguidas.
Mas, com um mercado mais amadurecido, hoje a grande pergunta que nos fazemos não é o que podemos medir, mas sim o que devemos medir. As possibilidades de mensuração são tantas que, dando atenção a todas, é impossível tirar conclusões claras que guiem ações de otimização.
Daí a vital importância dos KPI (Key Performance Indicators).
KPIs são algumas métricas definidas como vitais para uma determinada análise. Serão nas KPIs que as avaliações deverão estar concentradas, deixando como secundárias todas as outras métricas tecnologicamente possíveis. KPIs variam de projeto por projeto, devendo estar sempre ligados ao objetivo final do mesmo. Ao avaliar a eficiência de um anúncio em banner feito para aumentar vendas no site, um KPI certamente será o volume de vendas geradas por visitantes que vieram do banner. Já para avaliar o sucesso de uma reformulação de site, provavéis KPIs serão a média de páginas abertas por visitantes e o tempo médio no site.

Até pouco tempo atrás, ter acesso a dados avançados de web analytics era privilégio apenas de grandes empresas, que possuiam capital para arcar com os custos de um software para esse fim.
Tudo isso mudou com o Google Analytics. Não bastasse disponibilizar de forma bonita e prática diversos dados avançados de webanalytics, a ferramenta do Google é gratuita. Em seu início, o Google Analytics ainda deixava a desejar em alguns pontos quando comparado a ferramentas pagas. Mas, hoje em dia, após vários aperfeiçoamentos e características exclusivas (como autotagging de campanhas do Adwords), ele é uma excelente opção até mesmo para as empresas mais exigentes com métricas.
Em uma recente troca de idéias, @pabloalmeida me disse acreditar que a popularização dos serviços de Web Analytics está totalmente ligada às evoluções do Google Analytics. E isso é a mais pura verdade. Com uma ferramenta altamente poderosa e gratuita, o Google mudou as regras do mundo de Web Analytics. Agora todo mundo tem acesso a quase todos os dados que quiser, sem precisar pagar fortunas por isso.
Para fechar o artigo, uma previsão pessoal: 2009 ficará marcado como um ano de grande expansão do mercado de Web Analytics. Temos um cenário de crise financeira, com empresas querendo entender muito bem o retorno conseguido de cada centavo investido. Além disso, temos uma ferramenta gratuita altamente poderosa que, na mão do profissional certo, atende a todas as necessidades de métricas de 99,9% do mercado.
Se você é estudante ou profissional e tem interesse na área, corra e qualifique-se. O mercado já está precisando de você. Afinal, a ferramenta não serve para nada se não tiver alguém capaz de entendê-la.
Se você possui uma empresa, use e abuse das ferramentas e profissionais de analytics. A não ser que você queira jogar dinheiro fora. Porque Web Marketing sem métricas não é nada.
Eu já queria ter dado os meus pitacos sobre o Google Latitude (mais detalhes no Undergoogle) na semana passada, quando ele foi lançado. Como o tempo apertou, ficou para hoje mesmo.
Não quero chover no molhado, mas a primeira coisa que me vem na cabeça sobre esse serviço é uma enorme polêmica sobre privacidade. E eu não sou o único que pensa assim. Se já não eram suficientes as diversas questões de invasão de privacidade nas quais o Google estava envolvido, agora então é que não vão faltar argumentos para os críticos.
Outro ponto que vale a pena deixar claro é que o Google não é o primeiro nem o único a oferecer uma ferramenta robusta de LBS. Aqui mesmo no Brasil, no SMX 2008, fomos surpreendidos pela apresentação do Onde Estou, do site Apontador. A idéia do serviço é parecida com a do Google Latitude. Seus amigos se cadastram e você descobre onde eles estão e o que estão fazendo. Há a possibilidade ainda de encontrar informações sobre clima, trânsito, cinema, bares e outros estabelecimentos próximos de sua localização.O grande diferencial do Google é o seu poder de atrair muitos usuários. Afinal, um aplicativo com foco em interações sociais não serve para nada sem um número razoável de adeptos.
Mas o que é realmente impressionante nesse tipo de serviço é o grande universo de possibilidades para ações de marketing. E como o Google é uma empresa que vive de venda de espaços publicitários, esse deve ser o objetivo central desse projeto.
Alcançar os usuários tendo como base onde eles estão e o que estão fazendo abre um novo mundo de oportunidades no mundo do marketing contextual. Ofereça um sorvete quando a temperatura da sua região estiver acima de 30 graus. Ou um café quando estiver abaixo de 20. Cerveja e petiscos para amigos que se encontram perto do bar. Jornais e revistas para quem estiver no ponto de ônibus. Enfim. O limite passa a ser muito mais criativo do que tecnológico.
Claro que, por enquanto, tudo isso está no campo das possibilidades. Ainda nenhuma plataforma oferece opções realmente avançadas para anunciantes em serviços de LBS. Mas a entrada do Google nesse ramo é um sinal de que esse dia está cada vez mais próximo.
O ano começa e a principal preocupação no mercado mundial é descobrir até onde a crise econômica irá nos afetar e como sobreviver a ela nesse ano.
A expectativa é de um ano difícil em praticamente todos os setores da economia. Gastos foram, estão e continuarão sendo cortados. E como sabemos, um dos primeiros setores a ter orçamentos reduzidos é o setor de marketing.
Nizan Guanaes deixou claro no já clássico vídeo do MaxMídia 2008 sua grande preocupação com a crise e sua “receita de sobrevivência”: ficar quietinho, fazerr o feijão com o arroz e economizar em tudo.
Entretanto, muitos outros fatos parecem bater de frente com essa previsão negra e essa receita de low profile. Pelo menos, para quem trabalha com mídias digitais.
O gráfico abaixo foi criado por Michel Lent, com base em dados de pesquisa apresentada pelo Estado de São Paulo em 8 de novembro. Os dados mostram que em 2009, a Internet tende a ser o meio mais usado por empresários brasileiros.

No campo do e-commerce nacional, a expectativa também é de que a crise não faça com que esse mercado deixe de continuar crescendo.
Mas, de onde vem tanto otimismo para o marketing digital em relação à crise? Boa parte da resposta está no que Manuel Alonso declarou ao SEM Brasil:
O corte de investimentos em publicidade coloca para as empresas o desafio de conseguir os mesmos leads (clientes em potencial) com menos impacto, daí o empenho para que sejam de melhor qualidade e mais afinadas com seu target (cliente objetivo). É nesse sentido que a maior capacidade de segmentação da publicidade digital pode ajudar e muito.
Com menos dinheiro para investir, as empresas tendem a evitar “tiros de canhão” na mídia de massa e voltam suas atenções para ações mais direcionadas nas mídias digitais. Além do maior retorno por pessoa atingida, a grande capacidade de mensuração atrai os gerentes de marketing preocupados em saber se estão investindo sua escassa verba no lugar certo.
Saindo um pouco do mercado da publicidade e analisando o que esperar do empreendedorismo digital em 2009, me pergunto se vale a pena seguir a estratégia de cautela ao extremo e low profile de Nizan.
Como bem comentou Daniel Heise em sua apresentação no intercon 2008, aos olhos do verdadeiro empreendedor, a crise mundial é uma oportunidade única. E a história não deixa a fala de Daniel parecer utópica demais. Há poucos anos, tivemos a crise da bolha da internet. Milhares de empresas desistiram de investir em internet e cortaram todos os gastos que puderam. Uma recém-nascida empresa de tecnologia seguiu outro caminho. Não perdeu seu foco, continuou investindo em inovação e usou a época da crise para criar valor. O nome da empresa? Google.
Mas, afinal, por que seria a crise mundial um momento de tantas oportunidades? Alguns motivos:
É importante estarmos cientes de que toda crise tem um fim. Mesmo que seu mercado esteja em baixa, quando ele voltar a crescer, você terá ótimos frutos a colher por ter se mantido ativo durante a crise.