Content Mills valem a pena?
por Rafael Damasceno
Ontem li um artigo bem interessante no SEO Book sobre content mills, um “estilo” de site que tem se tornado muito comum no mercado americano. E como ainda não vi ninguém “aportuguesando” esse termo, vou tratá-lo aqui no artigo pelo nome original mesmo e não por moinho de conteúdo, que é feio que dói.
Content Mills são sites com uma política de criar conteúdo de qualidade duvidosa por custos baixos. Podem ser desde blogs com “redatores” mal pagos criando toneladas de textos até sites que exploram o conteúdo gerado por usuários.
Este tipo de abordagem na web está se popularizando por causa dos retornos que ela supostamente traz em SEO. A lógica é simples. Quanto mais conteúdo você cria, para mais termos você irá aparecer nos sites de busca e maior será o seu tráfego.
Claro que de um ponto de vista macro, isso é péssimo para a internet. Afinal, a maioria do conteúdo que existe na rede já é de baixíssimo valor. Com as Content Mills provando-se lucrativas, o lixo vai ficar maior ainda. E quem estiver lucrando com conteúdo ruim, dificilmente vai abandonar a prática em nome de “uma internet melhor”.
Então eu devo ou não usar Content Mills
Minha resposta preferida para quase tudo: depende.
Claro que os utópicos de plantão vão dizer que não se deve usar esse tipo de abordagem nunca, que conteúdo tem que ser sempre de qualidade, etc. Mas a verdade é que ainda não existe um sistema de busca que consiga distinguir bem um conteúdo bom de um conteúdo ruim. A fórmula do Google de dar mais peso a informações vindas de domínios “confiáveis” não funciona neste caso porque estes mesmos domínios confiáveis várias vezes adotam content mills em algumas áreas. Então, no cenário atual, essa estratégica vai sim gerar tráfego para o seu site.
Mas não espere que você vá fidelizar ou converter algum usuário com conteúdo ruim. E aí está o grande ponto. Na minha opinião, este tipo de abordagem só tende a valer a pena para negócios que geram seus lucros com base em pageviews ou sistemas de publicidade no estilo do Adsense. Mas se o seu negócio não se encaixa nessa categoria, pense duas vezes antes de fazer uma Content Mill. Conteúdo de baixa qualidade vai rapidamente acabar com a reputação da sua marca e e te tornar uma fonte nada útil para seus usuários.
Muitas (mas MUITAS mesmo) empresas de SEO abrem mão de qualidade no conteúdo criado para seus clientes e preferem focar em quantidade. Isso é muito comum em mercados mais imaturos, onde o grande KPI de SEO é simplesmente “volume de tráfego vindo dos sites de busca”. Em um cenário assim, as empresas de SEO não estão comprometidas com a qualidade dos visitantes trazidos e muito menos se estes visitantes vão gerar conversões. Portanto, adotar uma estratégia de Content Mill é muitas vezes o mundo perfeito para “profissionais” de SEO. Por mais que isso vá trazer apenas prejuízo para seus clientes.
Então, adotar o modelo Content Mill vai depender muito das aspirações do seu negócio. Não o considero nenhum pecado mortal e, do meu ponto de vista, nem Black Hat SEO é. Mas, se puder, opte por criar um conteúdo bacana e tornar o mundo um lugar melhor.
Categorias: SEO
3 comentários até o momento:
Bem legal Rafael. É verdade, este modelo ainda não explodiu tanto por aqui, de fato Content Mills gera tráfego, mas o fator mais importante e que deve ser observado com atenção, é se está efetivando conversões ou não, na maioria dos casos o Content Mills não converte, gera tráfego. Como você mesmo colocou, para tipos de negócios que geram lucros com base em pageviews ou algo tipo Adsense pode até ser compensador, ao contrário a reputação em queda será inevitável. Abraços!
Esse blog tá foda hein Rafael. Conteúdo massa e design fino. Já to recomendando pra amigos (network).
Grande abraço.
Oi Raffcatalan,
Pois é. Content Mill, por mais pejorativo que pareça, é positivo para alguns modelos de negócios.
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Grande Wagner!
Aguardo a honra da sua presença mais vezes no blog!