200918/06

Os 3 pilares de SEO: O que há de novo

por Rafael Damasceno

A primeira vista, o tema do post pode parecer ser do estilo “back to basics”. Mas a ideia aqui é explicar rapidamente quais são as 3 grandes áreas que sustentam o trabalho de otimização para sistemas de busca para poder apresentar algumas novidades que vem surgindo em cada uma desses pilares.

1 – Tecnologia

Esse pilar diz respeito às tecnologias usadas dentro de um site. Robôs de busca são, basicamente, sistemas que acessam o código do seu site e o interpretam. O tipo de tecnologia usada nesse código irá influenciar e muito na capacidade do robô de interpretá-lo. Sites desenvolvidos seguindo os Webstandards são o cenário perfeito. O uso semântico de tags e a estrutura enxuta do código facilitam o trabalho de interpretação e diminuem o esforço desprendido pelo robô para acessar as páginas de um site.

No entanto, quem não vive em um mundo de fantasias sabe que os Webstandards infelizmente não cobrem todas as possibilidades que a Internet moderna oferece. Flash e Ajax são exemplos clássicos de tecnologias problemáticas para sistemas de busca.
O Flash, em particular, é cercado de “lendas” no mundo de SEO. Até hoje tem gente que acredita que sites em Flash não são lidos pelos sistemas de busca.

Mas a verdade é que houve uma grande evolução na capacidade dos robôs (especialmente o Google) de indexar o conteúdo de sites em Flash. Avanços nesse área são anunciados frequentemente tanto pelos sites de busca quanto pela própria Adobe. E, além do Flash, avanços similares também são percebidos na capacidade dos buscadores de indexar sites que tem o acesso ao seu conteúdo dependente de Javascript.

Mas atenção! Os robôs não indexam sites em flash/javascrpit com a mesma capacidade que o fazem com sites em HTML. A comparação que sempre faço é a seguinte: Sites em Flash e Ajax são indexados hoje como eram indexados os sites em HTML no final do último século. Ainda existem muitos problemas a serem sanados na área. Além disso, para sites em Flash, a questão semântica é um problema sério. Como no desenvolvimento Flash não se usam tags de valor semântico (para indicar títulos, parágrafos, etc), os buscadores tem muito mais dificuldade para entender o conteúdo de um site.

2 – Conteúdo

Aqui, estamos falando da quantidade e a qualidade das informações que o seu site disponibiliza. Gosto de inserir nesse pilar também a arquitetura de informação. Ou seja, a forma como você organiza e disponibiliza o seu conteúdo.

Antes, praticamente só os textos dos sites eram levados em conta pelos buscadores. Mas hoje, seus textos, suas imagens e até seus vídeos são analisados.Ter uma boa estratégia de SEO para todos esses tipos de mídia é fundamental hoje em dia. E com o crescimento da busca universal, será cada vez mais vital. Não vai bastar ser o primeiro resultado textual para uma busca. Será importante ser também o primeiro vídeo, a primeira imagem, o primeiro review e assim por diante.

A arquitetura de informação do site é também uma ferramenta muito útil no pilar de conteúdo. Afinal, quanto mais fácil um robô de busca chega a uma certa página do seu site (e quanto mais outras páginas do seu site linkarem para ela), melhor tende a ser o desempenho dela nos buscadores. E esses são fatores que podem ser controlados por uma boa arquitetura de informação. Se eles não fossem tão importantes, não estaríamos vendo tanta polêmica em relação a política do Google sobre o uso do atributo “nofollow”.

3 – Popularidade

pilarPor último, o pilar que engloba tudo o que o mundo pensa e fala sobre o seu site. Foi por aqui que o Google revolucionou o mundo da busca ao criar o conceito de que a relevância de um site está diretamente ligada à quantidade de links que ele recebe de outros sites. Com a evolução da ideia de PageRank, a popularidade do site que linka para você e a forma como esse site faz isso se tornaram fatores decisivos.

Mas, hoje, popularidade vai muito além de quantidade de links. Gurus respeitados do Search Marketing acreditam que uma das grandes tendências desse mercado para os próximos anos é a queda significativa na importância do quesito “quantidade de links” para definir relevância de um site. E o que vai ser usado então para definir a popularidade de um site? A Web 2.0.

Quais as tags que as pessoas usam para definir o seu site no Del.icio.us? Quantas pessoas te favoritam lá? Como é o desempenho dos seus artigos no Digg? E o que falam de você no Twitter? Enfim. Mais uma vez, robôs seguem pessoas. Por isso Social Media e SEO estão sempre flertando. E a tendência é que um dia se tornem uma coisa só.

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Categorias: SEO

6 comentários até o momento:
  1. Danilo junho 19, 2009 at 11:29 am

    Cara, sensacional post, como sempre. Seu blog ta mto legal, eu nunca fui muito inteirado dessa parte e to começando a entender melhor depois que você começou a publicar esses textos.

    Todos muito relevantes e muito, muito bem escritos.

    Valeu pelo blog.

    Abraço

  2. Rafael Damasceno junho 19, 2009 at 11:57 am

    Oi Danilo,

    Obrigado pelo feedback! Estou tentando escrever sempre coisas relevantes tanto para quem está iniciando na área quanto para quem já é avançado. E é muito bom saber se está dando certo ou não.

    Abraço!

  3. Filipe junho 22, 2009 at 2:01 pm

    Acho muito interessante essa evolução dos mecanismos de busca no sentido de irem atrás das pessoas, indexando e fazendo conexões em resultados de Social Media como delicious, twitter e outros. Busca semântica e ainda mais contextual cada vez mais evidente!

  4. wagner junho 23, 2009 at 10:58 am

    Muito bom post. Parabéns pelo blog.

  5. Everson L. Costa - Twitter: @eversoncosta junho 26, 2009 at 12:33 pm

    Ola Rafael. Bacana o post. bem escrito! pra min foi basic mesmo, mas ta de parabéns. Ja indiquei o post para dois amigos que estão querendo começar a aprender obre SEO. te adiconei no Twitter tb

  6. Sou blogueiro - INDICOESSE setembro 10, 2009 at 5:51 pm

    Olá, muito bom seu conteúdo cara.

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