20105/04

Pós-graduação em Marketing Digital no UniBH

por Rafael Damasceno

Nesta semana, foi anunciada a lista de professores que vão compor o curso de pós-graduação em marketing digital que está sendo lançado pelo centro universitário UniBH. E eu estou lá, orgulhosamente ao lado de alguns dos nomes mais importantes do mercado de internet no Brasil. Segue a lista de professores:

  • Michel Lent – Gerente Geral e VP de Criação da Ogilvy Interactive
  • Walter Romano – Planejamento de Comunicação Digital da Petrobras
  • Carlos Deluccia – Consultor Interno Marketing & Vendas da TRIP Linhas Aéreas
  • Andre Araújo – Gerente de Negócios Especiais da PASI Seguros
  • Gui de Deus – Consultor de Marketing Digital
  • Gabriel Borges – Diretor de Planejamento da Agência Click
  • Gustavo Caetano – CEO da SAMBA Tech Latin America
  • Gustavo Ziller – Sócio fundador e Diretor de Desenvolvimento de Negócios da Aorta
  • Santana Dardot – Sócio Fundador da Sapien Interactive
  • Rafael Damasceno – Expert em SEM da Plan B
  • Karine Drummond – Sócia da Latitude 14
  • Ruy Carneiro – Sócio-Diretor da WA Consulting, Presidente do Comitê de Web Analytics do IAB-Brasil
  • Jeff Paiva – Diretor de Mídias Sociais da Energy | Y&R

Acho que é uma oportunidade excelente para quem quer ampliar seus conhecimentos de marketing digital em uma pós-graduação totalmente voltada para o mercado, característica que tenho certeza que muitas pessoas sentem falta no leque de opções de especialização nesta área no Brasil. E foi pensando exatamente nesta demanda que o coordenador da pós-graduação, o grande Marco Antônio Brum montou toda a estrutura do curso.

E se você se interessou pela pós, mas não é de Belo Horizonte, uma boa notícia: as aulas vão acontecer quinzenalmente às sextas à noite e aos sábados, facilitando a participação de alunos de outras cidades/estados.

As inscrições já estão abertas no site do UniBH. Mais informações como preço, disciplinas, modos de pagamento e localização, você encontra no site do curso.

Ah, na pós eu serei responsável pela disciplina “Marketing de Busca e Contextual“. Qualquer dúvida, podem entrar em contato.


Categorias: Search Marketing

201022/02

Nem Chapeuzinho, Nem Lobo Mau – Considerações Sobre Black Hat SEO

por Rafael Damasceno

Nos últimos tempos, as discussões sobre ética em SEO, o que é Black Hat, o que não é?; se funciona de verdade e vários assuntos relacionados tem estado bem ativas no mercado de SEM brasileiro. Só nos últimos meses foram discussões em eventos, posts em blogs, um episódio exclusivo no Searchcast e por aí vai.

Aqui no blog, eu sempre defendi ações de “White Hat”. Mas ainda não deixei minhas impressões sobre o tema “Black Hat”. E também acho que parte das discussões do nosso mercado tem deixado de lado alguns aspectos importantes. Então, quero aproveitar esse post para jogar mais algumas questões que acredito poderem colaborar com a saudável (e interminável) discussão sobre o tema.

Observação: Neste artigo, vou tratar como black hat todas as estratégias consideradas passíveis de alguma punição por buscadores. Então, para facilitar, quando eu disser “black hat” considere também estratégias “grey”, que como diz o nome, não são totalmente black, mas também não são o mais puro e belo white.

Você faz SEO? Então você faz Black Hat

Pois é. Se você for seguir ao pé da letra o que dizem as guidelines do Google, todo mundo que trabalha com SEO trabalha com Black Hat. Isso porque o Google pede para você se fazer a seguinte pergunta para descobrir se o que você está fazendo para um determinado site é “certo”:

Eu faria isso se os mecanismos de busca não existissem?

Ora, se o Google não existisse, a profissão de SEO não existiria. Aí já aparece o primeiro ponto a se discutir: o que mais vemos em discussões públicas sobre Black Hat é gente se fazendo de santo (por diversos motivos, que eu até respeito), dizendo que black hat é o maior absurdo do mundo e que jamais faria isso.
Mas olha aí: se você quer mesmo só “jogar pelas regras” do Google, perceba que ELE te considera “black hat”. Então, vale a pena repensar se você é tão “puro” assim.

Provavelmente o seu concorrente NÃO vai ser punido

O malvado Saruman, que curiosamente veste branco.

Pelo menos no Brasil, é assim. A primeira dica que todo mundo dá quando alguém reclama de concorrente fazendo black hat é “denuncie ele”. Mas eu nunca vi ninguém dizer que a maioria das denúncias que ele faz resultam em punição. Se com alguém é assim, por favor se manifeste. Eu já cansei de fazer denúncias de black hats absurdos que não resultaram em nada. E alguns black hats até mais “suaves” foram punidos.

Então, não sei qual é o critério dos nossos colegas do Google para punir. Mas a dura verdade é que a grande maioria dos black hats brasileiros não são punidos.

Se você não fizer, você corre o risco de ficar para trás

Se você não é o SEO da Wikipedia, então você corre riscos reais de ficar para trás nas batalhas de rankings mais competitivas, caso você não use nenhuma estratégia de SEO que seja considerada pelo menos “grey hat”.

Veja bem, eu não estou dizendo que você tem que fazer a festa com doorway pages, link farms ou cloaking. O que estou dizendo é que usar apenas técnicas que vão indiscutivelmente “fazer da internet um lugar melhor”, pode ser um problema em SERPs de grande concorrência. E se você trabalha em uma agência, normalmente o que o seu cliente vai pedir são bons posicionamentos, independente das técnicas utilizadas. Claro que muitos clientes vetam black hats absurdos. Mas eu pelo menos nunca peguei um cliente que exigisse o uso apenas de técnicas aprovadas pelo Papa.

Bem, agora que eu já fiz muitas considerações relativamente pró-black hat, vamos para a segunda parte do post, que é um certo “disclaimer”, para que você não saia com a conclusão errada sobre a ideia que estou tentando passar.

Focar seus esforços de SEO em Black Hat é um grande erro

Uma coisa é ter uma estratégia de SEO white hat sólida, com uma outra “turbinada” de recursos considerados black hat pelo Google. Outra completamente diferente é trabalhar um SEO totalmente dependente de black hat.

É muito comum vermos “empresas” e “profissionais” de SEO abordarem os sites de seus clientes quase que unicamente com estratégias de black hat. Além de muitas vezes essas estratégias não darem resultados, quando dão, fazem isso de forma altamente frágil.

Frágil basicamente por dois motivos:

  • O black hat cria artificialidades que exploram brechas atuais do algoritmo dos buscadores. Pode ser que daqui 1 semana as brechas exploradas sejam corrigidas e consequentemente os rankings caiam violentamente;
  • Black Hat é fácil de copiar. Qualquer concorrente com conhecimento técnico razoável pode detectar 99% das estratégias de black hat de um site através de ferramentas gratuitas ou muito baratas. E copiar tais estratégias quase sempre também é muito fácil. Então se seu concorrente também quiser entrar no jogo do black hat, copiar a sua estratégia será uma questão de horas.

Eu NÃO recomendo

Nem para amigos e nem para clientes. Por inúmeros motivos. O primeiro deles é que, no Brasil, para a maioria das SERPs, dá para ter um desempenho excelente em tempo relativamente baixo sem nenhuma abordagem de black hat. Outro aspecto fundamental é que algumas (não são todas) estratégias de black hat envolvem questões éticas delicadas. E nesse ponto, cada um tem que saber de si e eu não vou tomar tal decisão por ninguém.

E o principal: black hat bem feito não é para qualquer um. Um erro e você poderá estar pondo em jogo o dinheiro de muita gente. Então longe de mim assumir a responsabilidade de recomendar black hat para alguém e depois ser responsabilizado pelo site ser retirado do índice do Google.

Se eu faço Black Hat?

Depende de muita coisa.

Na grande maioria das vezes não. E, quando eu faço, sigo várias restrições que eu mesmo me imponho:

  • Jamais uso estratégias arriscadas sem antes apresentá-las ao cliente e deixá-lo ciente de todos os riscos que estão envolvidos;
  • Tais estratégias jamais podem ser o foco do trabalho de SEO. Como já comentei, black hat é frágil e, depender unicamente dele para ter seus rankings é definitivamente uma das maneiras mais arriscadas que um NERD pode ter de levar a vida;
  • O black hat pode não melhorar a experiência do usuário. Mas é essencial que ele não a piore;
  • Black Hat “negríssimo” eu não faço. Considere “negríssimo” como spam em sites de terceiros, conteúdo gerado automaticamente, invasão de sites, etc. Eu tenho meus próprios valores éticos e neles estratégias como essas não se encaixam;
  • A marca do cliente não pode ser prejudicada. Eu não sou um escovador de bits com conhecimentos técnicos de SEO. Sou um profissional de marketing. Portanto, é minha obrigação cuidar da marca do meu cliente. Ex: jamais vou fazer spam em um fórum relevante ao cliente porque eu sei que, mesmo que eu consiga um link, vou estar proporcionando uma experiência ruim para uma série de pessoas ligadas ao fórum;

Então, caso a estratégia atenda a todas as limitações que imponho, tenha sido pedida pelo meu cliente e seja realmente necessária, ela será implementada. Afinal de contas, no mundo real, bem longe do mundo maravilhoso do encontro de amantes do SEO, quem paga meu almoço é meu cliente. E o chapéu que vou tirar do meu armário, até certo ponto, é da cor que ele quiser. :)

Considerações Finais

O bonzinho Gandalf, que (vejam só!) veste cinza.

Bom, acho que consegui expor grande parte do que penso sobre a eterna discussão de black X white hat.

A minha ideia não é nem de longe defender o maior uso de black hat na comunidade. Mas acho importante deixar claro também para quem está começando que textos bonitinhos e webstandards não resolvem 100% das situações.

Quando realmente necessário, profissionais de mercados competitivos vão sim comprar links ou registrar um domínio unicamente para gerar tráfego. E também é importante dizer que isso não faz de ninguém um desonesto black hatter maldito. Existe uma grande distância entre registar um domínio rico em palavras-chave e fazer SQL Injection no site de um concorrente. E precisamos todos saber diferenciar as coisas.

Críticas, comentários, correções, estejam à vontade.


Categorias: SEO, Search Marketing

200915/12

Google Analytics Annotations – Mão na roda para gestão de informação

por Rafael Damasceno

Na semana passada o Google anunciou o lançamento de novas funcionalidades do Analytics para esse final de ano. Entre as melhorias apresentadas está uma muito interessante chamada “annotations”.

Essa funcionalidade aparentemente simples vem para ser uma grande ajuda na gestão de informação em projetos digitais. A ideia da ferramenta é permitir a todos os usuários de uma conta que adicionem comentários em qualquer timeline do GA. O vídeo oficial mostra como funciona:

Agora é possível deixar documentado para você e toda a sua equipe uma determinada mudança no seu site como redesign, queda de servidor, adição de conteúdo, nova campanha, etc.  Assim fica muito mais fácil visualizar os resultados de tais mudanças e entender com maior precisão o que a sua timeline está dizendo.

Pode deixar de lado o Notepad, Excel, Google Docs ou seja lá qual fosse a ferramenta que você usava para anotar e compartilhar as mudanças de um site. Agora tudo isso é possível dentro do GA. Mais facilidade para você, mais informação para o Google. :)


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200930/11

Como foi o SEM Estratégico 2009

por Rafael Damasceno

No último sábado, participei do SEM Estratégico, um evento que eu considero histórico por ter sido o primeiro congresso de nível nacional em Search Marketing na cidade de Belo Horizonte. Quem trouxe essa grande colaboração para o mercado mineiro, do qual eu atualmente faço parte, foi o pessoal de Esinet, representados por Everson Costa e Flávio Reis.

Eu tive a honra de estar lá palestrando ao lado de um time ultra-qualificado composto por Everson Costa, Cléo Morgause, Anderson Lopes e os “SEO GangstersFábio Ricotta e Tiago ‘Doc’ Luz. Todos eles deram palestras excelentes e fizeram algo que eu SEMPRE sinto falta nos eventos de SEM brasileiros: mostraram dicas práticas, mão na massa mesmo. E, como comentou o Masini, praticamente não houve jabá. Outra coisa raríssima nos eventos de SEM.

Os palestrantes e organizadores do SEM Estratégico

Os palestrantes e organizadores do SEM Estratégico

E, tanto para quem foi quanto para quem não teve a mesma sorte, todas as apresentações estão sendo disponibilizadas no site do evento. Aproveitem.

A minha apresentação também esta lá e aqui no post. Críticas e sugestões sobre ela são muito bem-vindas:

Bom, espero que esse realmente tenha sido o SEM Estratégico 2009 e que venha o 2010,2011… E que outras pessoas tenham a mesma iniciativa da Esinet e montem eventos bacanas aqui em BH. Isso é fundamental para o amadurecimento desse mercado. E, por último, parabéns a todos os participantes, palestrantes, realizadores e cia. Foi tudo show de bola. :)


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200922/11

SEM Estratégico – Palestra e sorteio de inscrições

por Rafael Damasceno

Neste próximo sábado, dia 28, acontece em Belo Horizonte o SEM Estratégico, o maior evento de marketing de busca que já tivemos na cidade. A organização é de Everson Costa, diretor da agência Esinet.

Estarão palestrando lá nomes como Fábio Ricotta (Mestre SEO), Anderson Lopes (Brasil SEO), Cleo Morgause (Bolt Brasil) e Tiago Luz (DM9).
Eu também estarei lá fazendo uma palestra sobre melhores práticas em links patrocinados. Talvez eu ainda faça uma apresentação de um case. Quem viver verá. :)

Sorteio de Inscrições

E se você ainda não se inscreveu e quer ter a chance de ir ao evento 100% na faixa (ou com um baita desconto), você está no lugar certo.

O Marketing Contextual vai sortear 2 cortesias e 4 descontos de 50% na inscrição. Para entrar no sorteio, basta deixar um comentário dizendo que quer participar. Comentários para participar do sorteio serão aceitos até quarta-feira (25/11), às 22:00. O resultado estará aqui na quinta-feira.

E por último, se você vai ao evento e gostaria de ver alguma coisa específica sobre links patrocinados, aproveite esse espaço também para fazer sua sugestão. Nos vemos lá!

UPDATE: E saiu o resultado do sorteio. Como eu havia anunciando no Twitter antes, o sorteio foi feito no Random.org com os dois primeiros lugares levando as cortesias de 100% e os 4 seguintes levando as cortesias de 50%. Segue o print do sorteio:

O resultado ficou assim então:

Cortesias de 100%: Gabriela Costa e Marcus Lemos.
Cortesias de 50%: Guga Alves, Aimée Utsch, Ricardo Moraleida e Guilherme Cândido e Cruz.

Em caso de desistência de alguém, o seguinte na ordem do sorteio leva a cortesia. Então a ordem da “lista de espera” é: Priscila Cunha, Pedro Caldas, Vinicius de Castro Souza, Giovanni, Felipe, Wendel Moreira, Guilherme Reis, Ronny Saran, João Marcos, Renata Tibiriçá, Bruno Borges e Rodolfo Credendio.

Os vencedores devem entrar em contato com o Everson Costa, organizador do evento, o mais rápido possível para garantir suas entradas.

Parabéns a todos e até sábado!


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20097/10

Conversão por Exibição – A nova métrica do Adwords

por Rafael Damasceno

Neste dia 1 de outubro o Google anunciou no blog oficial do Adwords o lançamento de um novo recurso chamado “conversão por exibição”. Segundo o próprio Google, essa novidade é para permitir uma análise mais precisa de campanhas de Adwords que utilizam mídia gráfica na rede de conteúdo do Google.

A conversão por exibição permite que você saiba quantos usuários que viram o seu banner, não clicaram nele mas, até 30 dias depois, realizaram a conversão configurada para a sua campanha (seja essa conversão uma venda, um preenchimento de formulário, assinatura de newsletter, etc).

Mas tem mais do que isso por trás desse e de outros recursos implementados recentemente no Adwords. Esse post é exatamente para tentar entender o que o Google vem tentando mudar na sua principal fonte de renda, os links patrocinados.

Tudo pela Rede de Conteúdo

Se há um aspecto do Adwords que evoluiu muito nos últimos tempos, esse foi a rede de conteúdo. As ferramentas e novos recursos são incontáveis. Criador de anúncios gráficos, anúncios em vídeo, segmentações mais precisas…
É importante lembrar também da abertura de grandes sites pertencentes ao Google para links patrocinados (vide Youtube e Orkut). Com isso, o potencial de alcance da rede de conteúdo cresceu consideravelmente. Segundo informações do Google, a regra adotada nas campanhas gerenciadas internamente para calcular o potencial de entrega no comparativo rede de conteúdo/rede de pesquisa é 80/20.

Até aí tudo ótimo para a rede de conteúdo. A questão é que esse potencial de entrega ainda não é totalmente utilizado pelos anunciantes. Mesmo com menor alcance de usuários, a rede pesquisa continua sendo a responsável pela maior parte da renda do Google em links patrocinados.
Como essa “subutilização” nada interessa ao Google, as cabeças centrais de Mountain View precisavam de argumentos que convencessem anunciantes de todo o mundo a investir na rede de conteúdo. E foi aí que começaram a surgir tantas ferramentas e possibilidades.

Os prós e contras da conversão por exibição

O recurso de conversão por exibição veio para ajudar na mensuração de resultados em campanhas de mídias gráficas, que definitivamente tem suas peculiaridades. Enquanto na rede de pesquisa o sucesso de um anúncio está intimamente ligado à sua taxa de cliques, na mídia gráfica não precisa ser necessariamente assim.

Já estamos cansados de saber que “o banner não morreu”, ele apenas está se transformando. Hoje em dia, não são mais todas as peças gráficas que querem um clique do usuário. Um exemplo clássico de peça que não foi feita para ser clicada, apenas para ser vista, é o relógio do Itaú, há anos na home do portal UOL.

Relógio do Itaú na home do UOL

Nenhum “clique aqui”, nenhum “conheça”. Nada. Apenas um relógio patrocinado, que cumpre muito bem sua função de prestar um serviço associado à marca Itaú.

Para peças como essa, que não requerem um clique, a conversão por exibição pode ser bastante útil. Usuários que geraram uma conversão por terem sido impactados por uma mídia gráfica que não foi clicada eram impossíveis de serem medidos no Adwords. Agora esse problema não existe mais.

Mas obviamente existe um efeito colateral óbvio: quem garante que o usuário que contou como “conversão por exibição” realmente viu meu banner? Todos nós acessamos diariamente várias páginas com anúncios que não damos nem 1 segundo de atenção. Quem trabalha com design centrado no usuário conhece esse comportamento em detalhes. Uma situação hipotética: eu posso ter lido uma notícia de um site que, bem no final da página (que eu nem cheguei a ir), tinha um banner de links patrocinados da loja “Camisetas X”. Se 20 dias depois eu coincidentemente descubro a loja “Camisetas X” e faço uma compra, essa minha compra será considerada uma conversão gerada por aquele banner que eu nem cheguei a ver. Quanto maior for uma campanha, maior a probabilidade desse tipo de “coincidência” acontecer.

Obviamente, esse efeito colateral não traz prejuízo nenhum para o Google. Afinal, quanto mais conversões o Adwords gerar, mais o anunciante vai investir. Mas em defesa da ferramenta o Google tem o ponto positivo que citei acima e também dados de pesquisas apontando que uma parte considerável de usuários são expostos a mídias gráficas, não clicam, mas mantém a informação da peça em suas mentes, eventualmente gerando uma conversão tempos depois. Como comenta o Adage sobre um estudo da Comscore:

From client studies, ComScore found that display ads, regardless of clicks, generate significant lift in brand-site visitation, trademark search (searching for, say, Toyota or Prius) and both online and offline sales among those exposed to the ads. Within one week, consumers exposed to a display ad were 65% more likely to visit the advertiser’s site than users who never saw the ad. Even at four weeks, people exposed to displays ads are 45% more likely to visit the brand’s site.

Enfim. O que anunciantes precisam tirar dessa história toda é que a métrica de conversão por exibição é sim útil e ajuda muito a entender os resultados conseguidos com uma campanha. Mas é um dado que precisa ser usada com parcimônia, pois sua precisão não é tão grande quanto, por exemplo, os dados de conversão “clássicos” do Adwords.


Categorias: Links patrocinados

200913/08

O Twitter é um site de busca

por Rafael Damasceno

Impressionante essa última mudança da home do Twitter. Eu estava organizando uma apresentação sobre Busca Social para um cliente da agência e parei para analisar o que aconteceu nessa mudança de home. Acho que ela tira muitas dúvidas que ainda pairavam no mundo do marketing digital. Veja a comparação:

A antiga home do Twitter

A antiga home do Twitter




A nova home do Twitter

A nova home do Twitter

A antiga home era claramente focada em duas coisas: Explicar o que era o Twitter e fazer com que o visitante se tornasse usuário da rede.
Com a nova home, (praticamente) tudo mudou. Obviamente, não se perde mais espaço explicando o que é o Twitter. Afinal, em um mundo onde até jornalistas esportivos da rádio mineira Itatiaia usam a rede social, qualquer explicação se faz desnecessária. A chamada para o cadastro do usuário ainda está lá. Mas bem mais discreto, no canto direito da página.

O que ficou claro nessa home foi a mudança de posicionamento do Twitter. O site agora se posiciona claramente como uma ferramenta de busca. Posicionamento que acredito que irá se tornar cada vez mais claro daqui para a frente. Ao entrar no site, o cursor já é focado diretamente no campo de busca, elemento mais destacado da página. A frase de chamada do site também não deixa dúvidas: “Share and discover what’s happening right now, anywhere in the world”. Isso para mim é o slogan de um site de busca. Por fim, há destaque para os tópicos mais comentados do momento, do dia e da semana.

Se alguém ainda cogitava que o Twitter e o Google iam estabelecer algum tipo de parceria, acho que essa nova home deixou claro que isso não está nem perto de acontecer. O que imagino que veremos daqui para frente é uma disputa muito interessante. De um lado o Google tentando trazer resultados com conteúdos cada vez mais recentes. A especialidade do Twitter. E o Twitter, por sua vez, vai trabalhar para conseguir organizar melhor a relevância de seus resultados de busca e ser menos vulnerável a problemas de spam. Expertises do Google.


Categorias: Mercado